Victor Azevedo Coutinho (1871-1955)

Victor Hugo de Azevedo Coutinho (1871-1955)
Victor Hugo de Azevedo Coutinho

Capitão-de-mar-e-guerra engenheiro hidrógrafo. Foi ministro da Marinha de Dezembro de 1914 a Janeiro de 1915, de Novembro de 1915 a Abril de 1917 e de Fevereiro de 1922 a Julho de 1923, época em que contribuiu para a realização da travessia aérea de Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

Ainda 2.° tenente fez o reconhecimento hidrográfico do rio Incomati em 1898. Foi o criador, em 1912, da Missão Hidrográfica da Costa de Portugal.

Como lente de hidrografia da Escola Naval durante mais de trinta anos, deixou uma valiosa obra pedagógica, sendo co-autor das famosas tábuas náuticas que ficaram conhecidas como "Tábuas de Fontoura e Coutinho".

Foi o representante português na Conferência Hidrográfica Internacional Reunida em Londres em 1919, na sequência da qual foi nomeado para fazer parte da comissão que estudou e propôs a organização dos nossos serviços hidrográficos.

Doutor «honoris causa» em Ciências Matemáticas pela Universidade de Coimbra, exerceu grande actividade política, com grande independência a despeito dos seus ideais profundamente republicanos, tendo chegado a estar episodicamente preso no forte S. Julião, juntamente com outros camaradas de Marinha, em Janeiro de 1918, por ordem do ministro da Marinha. Em 1923 mandou construir na Noruega o primeiro navio oceanográfico português, o «Albacora».

Fonte: Teixeira da Silva, Reis Arenga, Silva Ribeiro, Santos Serafim, Alburquerque e Silva e Melo e Sousa. “A Marinha na Investigação do Mar. 1800-1999”. Instituto Hidrográfico, Lisboa 2001.