N.R.P. D. Carlos I (A 522) (1997-...)

N.R.P. D. Carlos I (A 522) (1997- ...)
N.R.P. D. Carlos I (A 522)

Deu nome à classe “D. Carlos I”, uma classe constituída pelos navios de maior porte, com capacidade oceânica. Desta classe fazem parte dois navios de uma categoria designada por “T-AGOS”, quando ao serviço da Marinha de Guerra dos Estados Unidos da América.
Os T-AGOS são navios de vigilância e detecção submarina. Durante a “guerra fria” os navios tinham por tarefa a vigilância da frota submarina soviética, efectuando missões de longa duração em áreas oceânicas estratégicas, localizadas nas rotas dos submarinos soviéticos. Estes navios eram operados por uma guarnição de 21 elementos e embarcavam pessoal civil para operar os sistemas de detecção submarina, utilizando um sistema com sensores passivos rebocados designado por “Surveillance Towed Array System” (SURTASS).

O N.R.P. “D. Carlos I” (ex-USNS “Audacious”) foi construído nos Estados Unidos da América pela “Tacoma Boat Company”, tendo sido lançado à água em Janeiro de 1989. Com o fim da “guerra fria”, a Marinha Americana resolveu ceder alguns navios T -AGOS a instituições civis e a nações aliadas. Portugal foi uma dessas nações, tendo recebido o N.R.P. “D. Carlos I” em Fevereiro de 1997.

Após a chegada a Portugal, o N.R.P. “D. Carlos I”, foi adaptado ao desempenho das funções de navio hidro-oceanográfico no Arsenal do Alfeite, tendo posteriormente efectuado diversas missões no âmbito da hidrografia e da oceanografia. Em Outubro de 2001, entrou no Arsenal do Alfeite para efectuar os trabalhos correspondentes à 2ª fase da adaptação a navio hidro-oceanográfico, incluindo a instalação de um Sistema Sondador MultiFeixe (SSMF), um perfilador acústico de correntes (ADCP) de casco, guinchos e aparelhos de força (incluindo dois novos pórticos), equipamentos de navegação, um CTD ondulante e uma embarcação de sondagem.

Desde Maio de 2004, com a actual configuração, o N.R.P. “D. Carlos I” executou diversas missões de carácter cientifico em águas nacionais e internacionais adjacentes. Destacam-se os levantamentos hidrográficos para a extensão da plataforma continental, a execução de campanhas oceanográficas para o estudo do canhão da Nazaré, levantamentos geofísicos para caracterização do fundo e subsolo marinho e o apoio ambiental no âmbito do apoio a exercicios navais.

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Fonte:

Teixeira da Silva, Reis Arenga, Silva Ribeiro, Santos Serafim, Alburquerque e Silva e Melo e Sousa. “A Marinha na Investigação do Mar. 1800-1999”. Instituto Hidrográfico, Lisboa 2001.

Unidade do Agrupamento de Navios hidrográficos da Marinha.