N.R.P. Almirante Gago Coutinho (A 523) (2000-...)

N.R.P. Almirante Gago Coutinho (A 523) (2000- ...)
N.R.P. Almirante Gago Coutinho

Irmão gémeo do N.R.P. D. Carlos I, pertence à classe “D. Carlos I”, uma classe constituída pelos navios de maior porte, com capacidade oceânica. Desta classe fazem parte dois navios de uma categoria designada por “T-AGOS”, quando ao serviço da Marinha de Guerra dos Estados Unidos da América.

Os T-AGOS são navios de vigilância e detecção submarina. Durante a “guerra fria” os navios tinham por tarefa a vigilância da frota submarina soviética, efectuando missões de longa duração em áreas oceânicas estratégicas, localizadas nas rotas dos submarinos soviéticos. Estes navios eram operados por uma guarnição de 21 elementos e embarcavam pessoal civil para operar os sistemas de detecção submarina, utilizando um sistema com sensores passivos rebocados designado por “Surveillance Towed Array System” (SURTASS).

O N.R.P. “Almirante Gago Coutinho ” (ex-USNS "Assurance") foi construído nos Estados Unidos da América pela “Tacoma Boat Company”, tendo sido lançado à água em Janeiro de 1985. Com o fim da “guerra fria”, a Marinha Americana resolveu ceder alguns navios T -AGOS a instituições civis e a nações aliadas. Portugal foi uma dessas nações, tendo recebido o N.R.P. “Almirante Gago Coutinho ” em Setembro de 1999.

O N.R.P. “Almirante Gago Coutinho”, após a chegada a Portugal, passou ao estado de desarmado a aguardar financiamento para o projecto de conversão até Fevereiro de 2006. Em Fevereiro de 2006 iniciou a fase de fabricos para instalação de novos equipamentos e conversão num moderno navio hidro-oceanográfico, no Arsenal do Alfeite, a qual decorreu até Maio de 2007. Nesta fase foram instalados dois SSMF, um ADCP, um sondador acústico, guincho de corer, aparelhos de força, (incluindo dois pórticos e três gruas), novos espaços laboratoriais e equipamentos de navegação.
Desde Maio de 2007, com a actual configuração, o N.R.P. “Almirante Gago Coutinho” está operacional, estando atribuído prioritariamente à execução dos levantamentos hidrográficos para a extensão da plataforma continental.

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Fonte:

Teixeira da Silva, Reis Arenga, Silva Ribeiro, Santos Serafim, Alburquerque e Silva e Melo e Sousa. “A Marinha na Investigação do Mar. 1800-1999”. Instituto Hidrográfico, Lisboa 2001.

Unidade e Agrupamentos de Navios Hidrográficos da Marinha.