IH realiza Primeiras Jornadas de Engenharia Hidrográfica

O Instituto Hidrográfico realizou, nos dias 21 e 22 de Junho, as I Jornadas de Engenharia Hidrográfica, as quais contaram com centena e meia de participantes, incluindo investigadores, docentes, estudantes universitários e outros especialistas nas áreas de investigação das Ciências do Mar, os quais apresentaram vários trabalhos versando diversos temas integrados nos diversos painéis e ainda uma dezena de posters, conferindo um elevado nível de qualidade que fazem adivinhar a sua importância em termos futuros.

 

A iniciativa que se inseriu nas comemorações do Dia Mundial da Hidrografia e do Cinquentenário do Instituto Hidrográfico contou com a presença do Ministro da Defesa Nacional, Prof. Doutor. Augusto Santos Silva que presidiu à Sessão de Abertura, do chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Fernando Melo Gomes e do Prof. Doutor João Sentieiro, na qualidade de representante do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior entre outros ilustres convidados.

Por seu turno, ao dar início às Jornadas, o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Melo Gomes, expressou orgulho na sua realização, salientando que “o futuro reside no conhecimento do oceano”, garantindo que “a Marinha pretende participar no avanço do conhecimento dos mares, colocando ao serviço da comunidade científica os recursos humanos e tenológicos únicos de que dispõe”.

Na Sessão de Abertura, o Ministro da Defesa Nacional referiu o Instituto Hidrográfico como um “exemplo paradigmático da lógica do duplo uso” nas Forças Armadas, aliando conhecimento científico útil à sociedade, “mas também técnicas e recursos indispensáveis para a Marinha”. Considerou ainda o conhecimento dos mares como uma “área essencial para o futuro”.

Salientando a importância de projectos como a Extensão da Plataforma Continental, referiu a “hora marítima”, expressão utilizada por um suposto engenheiro naval nascido na Escócia, de nome Álvaro de Campos, na realidade um dos inúmeros heterónimos de Fernando Pessoa. E, foi precisamente neste contexto que, em “homenagem aos presentes e à Marinha” e, para tornar “mais expressiva” a mensagem que quis transmitir, recitou estrofes da “Ode Marítima”, apontando o mar como algo que “não é redutível a nenhuma comunicação” na medida em que “há sempre mais coisas para ver”, sublinhando que “Um novo poder ser que para ser só depende da nossa própria vontade”.

A finalizar a sua intervenção, o Ministro da Defesa Nacional apelou à investigação, ao debate e a uma maior “ligação entre a Marinha e as universidades, as universidades e as empresas, as empresas e as instituições públicas” para seja “aproveitada plenamente a nova fronteira q é o oceano”.

Verificando o êxito alcançado e o interesse que suscitou, o Director-geral do Instituto Hidrográfico, Vice-almirante Agostinho Ramos da Silva, anunciou a realização da próxima edição das Jornadas de Engenharia Hidrográfica para o mês de Junho de 2012.

A Sessão de Encerramento foi presidida pelo Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assunto do Mar, Dr. Marcos Perestrello que lembrou “se Portugal está no mapa, se o mar português está hoje melhor conhecido e se a navegação nos espaços marítimos sob soberania ou jurisdição portuguesa é mais segura, isto deve-se, em muito, é justo dizê-lo, ao Instituto Hidrográfico”.

Estas Jornadas contaram ainda com a colaboração do sexteto da Banda da Armada cuja actuação fez o gáudio da assistência. O Instituto Hidrográfico procedeu ainda à edição em livro e cd-rom dos resumos dos trabalhos apresentados o qual foi distribuído aos participantes durante a realização das Jornadas.


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