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IH preserva a memória

O Instituto Hidrográfico promoveu, no passado dia 18 de junho, uma sessão sobre a “Hidrografia na Guiné”, proferida pelo Cte Ferreira Martins, um oficial de Marinha que, na década de setenta do século passado, integrou a Missão Geo-Hidrográfica da Guiné.

O levantamento hidrográfico do rio Cumbijã, a montagem das torres “Bilby” de Cafine e Bedanda, a montagem e calibração dos marégrafos e escalas de marés em locais isolados e os receios de um ataque por parte do PAIGC e a rápida familiarização do pessoal com a população autótone do ilhéu dos Papagaios, a sul da ilha dos Papagaios, nos Bijagós, foram algumas das experiências narradas pelo orador.

Trata-se de testemunhos que nos são transmitidos na primeira pessoa, que nos dão conta de uma realidade que remete para o quotidiano de sucessivas gerações de hidrografos que, tendo prestado serviço nas missões hidrográficas nos antigos territórios ultramarinos, prestaram então ao país um valioso serviço que veio a tornar-se um legado deixado aos novos países lusófonos. 

Com esta iniciativa, o IH deu início a um ciclo de sessões designadas por “Conversas do IH”, destinadas a evocar as experiências vividas por todos quantos ao serviço da hidrografia, da oceanografia, da navegação ou noutras áreas da investigação das ciências e técnicas do mar, viveram ou testemunharam experiências bastante ricas do ponto de vista humano e profissional cuja memória merece ser preservada para as gerações vindouras.