Hermenegildo Capelo (1841-1917)

Hermenegildo Carlos de Brito Capelo (1841-1917)
Hermenegildo Carlos de Brito Capelo

Contra-almirante. Assentou praça na Marinha em 1855, terminando o curso da Escola Naval em 1859.

Em 1860 embarcou na corveta «Estefânia», com destino a Angola, mantendo-se três anos na Estação Naval do Atlântico Sul, embarcando no «Pedro Nunes» e na escuna «Cabo Verde».

Em 1871, tomou parte no ataque a Caconda na Guiné, sendo louvado pelo valor e disciplina revelado. Durante as suas estadas em Angola, efectuou o reconhecimento científico desse território.

Em 1877 realizou, em conjunto com Serpa Pinto e Roberto Ivens, uma expedição científica na Africa Central, com os objectivos de estudar os territórios compreendidos entre Angola e Moçambique e, principalmente, a relação entre as bacias hidrográficas do Zaire e do Zambeze. Esta expedição ficou perpetuada na obra "De Benguela às terras de laca". Em 1883, foi nomeado vogal da Comissão de Cartografia, aquando da sua criação.

No ano seguinte, efectuou a travessia de Moçamedes a Quelimane, na companhia de Roberto Ivens. Este feito foi perpetuado na obra "De Angola à contra-costa". Em 1902 foi promovido a contra-almirante.

Destacam-se ainda os seguintes cargos e funções: ajudante de campo de D. Luís, de D. Carlos I e de D. Manuel II; vice-presidente e depois presidente da Comissão de Cartografia; vice-presidente do Instituto Ultramarino; e ministro plenipotenciário junto do sultão de Zanzibar.

Fonte: Teixeira da Silva, Reis Arenga, Silva Ribeiro, Santos Serafim, Alburquerque e Silva e Melo e Sousa. “A Marinha na Investigação do Mar. 1800-1999”. Instituto Hidrográfico, Lisboa 2001.