Diogo Homem (1557)

Diogo Homem - 1557
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A «ROSA» que aqui se apresenta figura na carta de Diogo Homem de 1557, que é a mais antiga carta assinada e datada cuja existência se conhece.

Nesta «rosa» surgem, pela primeira vez - não só as cartas de Diogo Homem mas também entre todas as cartas portuguesas existentes - os oito ventos principais indicados pelas suas iniciais segundo as designações e costumes italianos.

De um conjunto de circunstâncias, poderia inferir-se que a carta tivesse sido feita em Veneza, onde ainda hoje se conserva no Museo Storico Navale. Parece contudo que foi feita em Inglaterra por encomenda de algum veneziano.

Diogo Homem, segundo parece, foi o mais prolífico de todos os antigos cartógrafos portugueses, ou pelo menos aquele de quem maior número de trabalhos conhecidos chegou até nós. Era filho do cartógrafo oficial Lopo Homem. Ainda muito novo, cometeu um crime e foi degredado para África. Daqui fugiu para Inglaterra e, apesar dos esforços de seu pai, parece que nunca mais voltou à Pátria. Não se encontrou ainda a mais leve prova de que o tenha feito; nenhuma das suas obras é datada de Portugal e nem uma só delas se encontra em bibliotecas ou arquivos portugueses.


Fonte: “ROSAS DOS VENTOS DAS CARTAS DE MAREAR PORTUGUESAS”. Anais do Clube Militar Naval. – Ano CXIII, N.º Especial (1983).