Cronologia
A cronologia apresentada relata alguns acontecimentos que permitem caracterizar a atividade da Marinha portuguesa na investigação do mar, desde a época dos Descobrimentos até século XXI.
1999
- Fim do programa SEPLAT.
- Na altura da passagem de Macau para a soberania da República Popular da China a sua cobertura cartográfica conta com 3 cartas.
1998
- Na Divisão de Oceanografia são realizados cruzeiros oceanográficos no âmbito do programa OMEX II e TRANSCAN e realizados levantamentos e fundeamentos de amarrações correntométricas relativo ao projeto Clima.
- São iniciados o programa SIRIA (Situação de Referência da Região Costeira Algarvia Influenciável pela Barragem do Alqueva), o programa OPTICREST (Optimisation of Crest Level Design), na área da dinâmica litoral; o programa RIMAR (Riscos Associados à subida do Nível Médio do Mar) e na área da agitação marítima a aprovação da candidatura do projeto PAMMELA (Previsão de Agitação Marítima junto à Costa: Modelos Espectrais ligados a Aplicações).
- Na área da geologia marinha inicia-se o projeto europeu INDIA (Inlet Dynamics Initiative:Algarve).
- No setor da oceanografia são adquiridos correntómetros ADCP (Acoustic Doppler Current Profiler) e um novo sistema CTD de IDRONAUT.
- Realizados dois cruzeiros SEPLAT no âmbito da Divisão de Química e Poluição do Meio Marinho, com o objetivo de efetuar observações de hidrologia e sedimentologia na plataforma continental Algarvia.
- São realizados cruzeiros oceanográficos no âmbito dos projetos OMEX, TRANSCAN, ONDMAR e CODENET (Coccolithophore Evolutionary Biodiversity and Ecology Network), este último em colaboração com o Instituto Geológico de Zurique.
- É realizada a campanha INTIFANTE envolvendo equipas do Instituto Superior Técnico, Universidade do Algarve, DERA (Inglaterra) e COLMAR (Itália). Esta campanha engloba os projetos INTIMATE, financiado pelo programa “Ambiente e Defesa” que resulta de uma associação entre o Ministério da defesa nacional e a Fundação das Universidades Portuguesas, e INFANTE, da responsabilidade do Instituto Superior Técnico que tem como finalidade desenvolver uma plataforma móvel autónoma aplicada à oceanografia física e geológica. É ainda realizada a campanha de observação do projeto SIRIA e com a Faculdade de Ciências de Lisboa a campanha AMPOR, relacionada com a presença de água mediterrânica no Atlântico.
Por solicitação da Faculdade de Ciências de Lisboa é fundeada uma boia sismógrafo no banco de “Gorringe”.
- É efetuado o exercício SMASHEX (Busca e Salvamento de um Submarino), no âmbito da oceanografia aplicada militar, utilizando-se o sonar lateral e o ROV.
- Na Divisão de Química e Poluição são realizados cruzeiros do SEPLAT e seguem os trabalhos no âmbito do programa Vigilância da Qualidade do meio Marinho.
- Reabilitação do “Barracão das Galeota” situado nas instalações da Azinheira, destinado a receber o serviço de Embarcações e Motores Marítimos e a Oficina de Viaturas.
1997
- É adquirido o navio “D. Carlos I (A 522)” à Marinha dos EUA.
- São desenvolvidas várias atividades pela Divisão de Oceanografia relativamente aos estudos da dinâmica dos oceanos, geologia marinha, previsão de marés e agitação marítima. São efetuadas ações no âmbito dos projetos OMEX II, que tem como objetivos a caracterização das condições oceanográficas e a distribuição dos sedimentos em suspensão ao largo da costa portuguesa; CLIMA, que tem como finalidade compilar e integrar toda a informação meteorológica e hidrológica existente tendo-se realizado cruzeiros; TRANSCAN, que tem como objetivos principais avaliar os processos físicos dominantes e dinâmica sedimentar nas zonas costeiras junto ao canhão da Nazaré e a caracterização do regime de marés internas associado aos principais canhões submarinos da costa oeste e sul do Continente.
- A Divisão de Química e Poluição do Meio Marinho continua a dar grande ênfase aos programas Vigilância da Qualidade do Meio Marinho e SEPLAT.
1996
- 19.º Presidente constitucional da República Jorge Sampaio.
- Prossegue a reestruturação das Divisões no Instituto Hidrográfico, extinguindo-se a Divisão de Geologia Marinha, sendo as competências da divisão na área da geofísica e dinâmica sedimentar, bem como as operações de química ligeira, sonar lateral e ROV transitadas e repartidas pelas divisões de Oceanografia, Química e Poluição do Meio Marinho e Hidrografia. São também alteradas as designações da Divisões.
- Na atividade da Divisão da Oceanografia é concluído o projeto SEFOS e iniciado um projeto na área da Tomografia Acústica com a realização de uma campanha conjunta entre o Instituto Hidrográfico e a Marinha Francesa (SHOM) e a Universidade do Algarve. É assinado um protocolo entre o Instituto Hidrográfico e a Administração do Porto de Sines sobre a exploração conjunta da boia ondógrafo fundeada ao largo de Sines e a instalação e manutenção de um marégrafo com digitalização e envio de informação em tempo real, via “modem”. É concluído o projeto OMEX I no âmbito do qual foram publicados artigos e efetuadas apresentações em conferências sobre plumas túrbidas dos rios Tejo e Sado e sobre os sedimentos com elas relacionados.
- A partir de este ano no Instituto Hidrográfico começam a ser estabelecidos programas de monitorização ambiental quer por solicitação de entidades oficiais quer em parceria com outras instituições.
- È realizado um cruzeiro SEPLAT, a bordo do NRP “Almeida Carvalho”.
1995
- Dá-se uma alteração estrutural no Instituto Hidrográfico, a Divisão de Oceanografia Física inclui as atividades pertencentes à Divisão de Ondas e Marés, passando a abranger a totalidade da componente física da oceanografia, desde os processos litorais até à dinâmica de águas profundas.
- Na Divisão de Oceanografia Física é publicado o Catálogo de Dados de Oceanografia Física, são realizados dois cruzeiros oceanográficos SEFOS, a bordo do NRP “Almeida Carvalho”, prosseguidas diversas ações no âmbito do programa SADTEX e concluído o projeto PO-WAVES.
- A Divisão de Geologia realiza dois cruzeiros SEPLAT e dois cruzeiros OMEX I. São efetuados mergulhos com ROV no banco Gorringe para inspeção do fundo do mar na zona prevista para o fundeadouro de uma boia sismógrafo.
- Na Divisão de Química e Poluição conclui-se o projeto EUROCRUDE e prossegue o projeto Determinação de Parâmetros Quimiométricos para Identificação de Produtos Petrolíferos.
- As Brigadas Hidrográficas ficam instaladas nas Instalações da Azinheira (INAZ).
- Inauguração de um heliporto nas instalações da Azinheira.
1994
- A Divisão de Oceanografia Física inicia os projetos SEFOS e SADTEX, com vista à caracterização do regime de marés internas e da sua interação com a topografia local nos canhões submarinos de Lisboa e Setúbal.
- São transferidas as instalações da Divisão de Geologia Marinha da Amora para as instalações da Azinheira. Nesta Divisão inicia-se o projeto OMEX I, para o estudo da transferência da matéria fragmentada do continente para o oceano, particularmente entre o cabo da Roca e Setúbal.
- Na Divisão de Ondas e marés conclui-se o subprojeto A do NATO PO-WAVES, são efetuados testes de funcionamento do novo sistema ondógrafo WAVERIDER, é atualizado o software e desenvolvida a aplicação informática que permite a comunicação dos dados do novo sistema ondógrafo, fundeado em Sines, através de linha telefónica.
- A Divisão de Química e Poluição prossegue os trabalhos no âmbito dos projetos EUROCRUDE, Determinação de Parâmetros Quimiométricos para Identificação de Produtos Petrolíferos e Vigilância da Qualidade do Meio Marinho.
- Transferência das embarcações da Doca do Bom Sucesso para as INAZ.
1993
- A Divisão de Oceanografia Física desenvolve trabalhos no âmbito dos programas de circulação oceânica, na base de dados oceanográficos e na oceanografia militar. É finalizada a operação de aquisição de dados do cruzeiro CECIR XI e inicia-se o processamento do cruzeiro CECIR XII. É dada colaboração ao projeto NATO PO-WAVES nas operações de fundeamento e recuperação de correntómetros e ondógrafos de fundo na área do porto de Sines. Pela primeira vez, a Divisão candidata-se a um programa da União Europeia com o projeto SEFOS (Shelf Edge Fisheries Oceanography Studies).
- A Divisão de Geologia Marinha mantém a cooperação institucional, nomeadamente na execução de projetos de investigação aprovados pela JNICT e no âmbito do programa MAST II da Comunidade Europeia. São efetuados levantamentos a sonar lateral com o NRP "Andrómeda" e no âmbito do programa SEPLAT continuam os estudos para as cartas 1S, 2S, 3S, 5S e 6S.
- Na Divisão de Ondas e Marés são adquiridos e processados dados em sete estações no âmbito do projeto ONDMAR, dá-se continuidade à manutenção do funcionamento da rede maregráfica nacional e elabora-se o plano de dragagens das áreas de interesse da Marinha.
- A Divisão de Química e Poluição desenvolve a componente de investigação do projeto EUROCRUDE, financiado pela União Europeia, destinado a criar um sistema de identificação de crudes na Europa, que permite dar pareceres judiciais em casos de derrame.
- Parte das instalações da Azinheira passa para a responsabilidade do Instituto Hidrográfico.
- Início das obras de reabilitação das antigas instalações da Azinheira
1992
- Pela Divisão de Oceanografia Física realiza-se, em colaboração com o Departamento de Oceanografia e pescas do Açores, o cruzeiro oceanográfico CECIR XIX nos Açores, para caracterização da circulação oceânica. Finaliza-se a metodologia para processamento dos dados no CTD.
- Na Divisão de Geologia Marinha realça-se o desenvolvimento da cooperação institucional, como a execução de projetos de investigação no âmbito do programa MAST II da Comunidade Europeia.
- O sector de Métodos Geofísicos desenvolve trabalhos nos emissários submarinos.
- Com o apoio do NRP “Auriga” efetua-se o SEPLAT MADEIRA e as buscas para a localização e posterior deteção do arrastão “Bolama”.
- Na atividade da Divisão de Ondas e Marés dá-se continuação ao programa ONDMAR e é instalada em Ponta Delgada uma estação meteorológica de nova tecnologia, possibilitando a aquisição de dados em forma digital e transmissão através de linha telefónica (via satélite) para o Instituto hidrográfico.
- No Sector Processamentos Costeiros conclui-se o modelo hidromorfológico de Macau, em colaboração com a empresa “Hidroprojeto”.
- A Divisão de Química e Poluição efetua colheitas de amostras de água para produção de um material certificado em metais, de acordo com o contrato estabelecido com a Comunidade Europeia.
1991
- A Divisão de Oceanografia Física, através da realização do cruzeiro oceanográfico CERCIR XVIII e recorrendo à utilização do CTD, estuda na área da dinâmica oceânica a circulação oceânica de grande escala ao sul do grupo central do arquipélago dos Açores. efetuam-se trabalhos de observação de parâmetros oceanográficos em estações fixas, com equipamentos auto registadores, no Continente, açores e Madeira.
- O sector de Métodos Geofísicos presta trabalhos na área dos emissários submarinos.
- É criada a Divisão de Geologia Marinha, por autonomização de um sector da Divisão de Dinâmica de Costas e Estuários.
- É e é criada a Divisão de Ondas e Marés pela fusão da Divisão de Marés e Correntes de Maré e de alguns sectores da Divisão de Dinâmica de costas e estuários.
- A nova Divisão de Ondas de Marés prossegue com as atividades no sector da Agitação Marítima, no sector de Marés e Correntes, com a manutenção do funcionamento da rede maregráfica nacional e no sector de Processos Costeiros com a manutenção do funcionamento de ondógrafos de fundo. - Através da Divisão de Química e Poluição, o Instituto Hidrográfico efetua um contrato com a Comunidade Europeia para colheita de uma amostra de água no estuário do Tejo, com o objetivo de se obter um material certificado em metais, destinado a servir de padrão.
1990
- Da atividade da Divisão de Oceanografia Física decorre o cruzeiro oceanográfico CERCIR XVII e, pela primeira vez em Portugal, equipas portuguesas com o apoio dos navios portugueses, observam dados de correntes e temperaturas em profundidades abissais.
- Na Divisão de Dinâmica de Costas e Estuários dá-se início ao desenvolvimento do modelo hidromorfológico das águas circundantes de Macau.
- No núcleo de Métodos Geofísicos destaca-se o trabalho realizado para a Companhia Portuguesa de Rádio Marconi, no âmbito do projeto EURÁFRICA, com o objetivo definir o perfil do fundo em zonas que se pretendia proceder ao lançamento de cabos submarinos de comunicações. Destaca-se ainda o trabalho realizado com o ROV para reconhecimento do fundo do mar, na praia de Porto Santo, no sentido de detetar crude afundado devido a um acidente ocorrido.
- A Divisão de Química e Poluição prossegue com o programa Vigilância da Qualidade do Meio Marinho, com as ações de monitorização e realiza estudos de fluxos e rastreios de hidrocarbonetos.
- Na Divisão de Marés e Correntes de Maré salienta-se a produção de tabelas de marés especiais em transparentes para os países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e o desenvolvimento de uma aplicação que permite calcular os níveis de maré para um período de 2 anos, para todos os portos do continente, Açores, Madeira e Macau.
1989
- Na Divisão de Oceanografia Física desenvolvem-se ações de campo no domínio da correntometria e um cruzeiro em conjunto com o Instituto Nacional de Investigação das Pescas.
- Na Divisão de Dinâmica de Costas e Estuários, no âmbito do projeto NATO PO-WAVES, são lançadas mais duas estações ondógrafo e iniciados trabalhos com o ROV em projetos de investigação e de apoio na área da engenharia.
- Na Divisão de Química e Poluição, na componente de investigação, são executados projetos aprovados pela JNICT no âmbito do seu programa Mobilizador de Ciência e Tecnologia.
- Na Divisão de Marés e Correntes de Maré realça-se a cooperação com outras entidades como o fornecimento de transparentes com as previsões de maré a várias Administrações Portuárias e as acções de cooperação com Cabo Verde que levam à montagem de uma instalação maregráfica no porto da Praia e à reativação do marégrafo do Mindelo.
- Construído nas instalações da Amora um edifício destinado à calibração das bóias ondógrafo.
1988
- A atividade da Divisão de Oceanografia Física é centralizada na execução do projeto “Estudo da Variabilidade da Fase Não Explorada da Sardinha”, em colaboração com o Instituto de Investigação das Pescas e o departamento de Biologia da Faculdade de Ciências de Lisboa.
- Na Divisão de Dinâmica de Costas e Estuários é lançado o projeto NATO PO-WAVES.
- Pelo instituto hidrográfico é colocada uma segunda boia ondógrafo não direcional nos Açores (Ilha das Flores) e adquirido um veículo submarino não tripulado de controlo remoto (ROV).
- Na Divisão de Química e poluição prosseguem as atividades da Vigilância do Meio Marinho, indo de encontro com os compromissos de Portugal na Comissões de Oslo e Paris.
1987
- Deixa de desempenhar funções a lancha hidrográfica “D. Jeremias (A 5202)”.
- Lançada à água a lancha hidrográfica “Auriga (A 5205)” construída no Arsenal do Alfeite.
- Lançamento pelo Instituto Hidrográfico da primeira boia ondógrafo nos Açores.
- A Direção de Infraestruturas Navais investe nas instalações da Amora do Instituto hidrográfico, construindo oficinas, paióis e laboratórios.
1986
- 18.º Presidente constitucional da República Mário Soares.
- O Instituto Hidrográfico publica a nova edição do Catálogo de Símbolos e Abreviaturas e a primeira Carta Internacional - do Cabo Finisterra a Casablanca, na escala 1/1 000 000.
- A Divisão de Oceanografia Física efetua uma operação do sistema CTD a bordo do NRP “Almeida Carvalho”, durante 480 horas obtém dados com sistema de registo automático da zona ao largo do Cabo Raso e Carcavelos, durante dois meses, e constrói um modelo conceptual da circulação na área contígua ao Continente.
- A Divisão de Dinâmica de Costas e Estuários publica a Memória Descritiva da Carta 7/8S de sedimentos referente à plataforma algarvia.
- A Divisão de Marés e Correntes de Maré incide a sua atividade no processamento e análise de dados, proporcionando a publicação de numerosos relatórios, num total de 51 volumes.
- A Divisão de Química e Poluição presta apoio técnico ao Aquário Vasco da Gama na execução de legendas para os diversos aquários.
1985
- Lançada à água a lancha hidrográfica “Andrómeda (A 5203)”, construída no Arsenal do Alfeite.
- A Divisão de Oceanografia Física prossegue com o fundeamento de equipamento de registo automático, analisa os dados oceanográficos existentes no Instituto Hidrográfico com vista a se perspetivar, em termos climatológicos, o fenómeno do afloramento costeiro.
- Publicação da carta 7/8S de sedimentos superficiais da plataforma algarvia.
- A atividade da Divisão de Química e Poluição inclui estágios de licenciatura a alunos da Faculdade de Ciências de Lisboa e de técnicos superiores da Divisão em laboratórios da RFA.
- Na Divisão de Marés e Correntes são processados os dados colhidos durante a atividade de campo de anos anteriores e inventariado e beneficiado o material e o equipamento.
1984
- A Divisão de Oceanografia Física propõe ao Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica a execução de um projeto para a utilização dos meios existentes nesta instituição, tendo-se realizado atividades de recolha de dados na plataforma continental.
- Realizados dois cruzeiros oceanográficos na ZEE do Continente, sendo um deles com a colaboração do LNETI para a recolha de sedimentos não perturbados das profundidades abissais.
1983
- Deixam de prestar funções o navio hidrográfico “Afonso de Albuquerque (A 526)” e lancha hidrográfica “Mira (A 5200)”.
- A Divisão de Oceanografia Física realiza um trabalho no estuário do Sado para a EDP, integrado nos estudos de impacto térmico da central termoeléctrica de Setúbal.
- Na atividade da Divisão de Dinâmica de Costas e Estuários é prestado apoio direto a entidades exteriores ao Instituto Hidrográfico, para obras de engenharia costeira, inicia-se a cooperação ativa com o Centro de Instrução de Minas e Contramedidas com a utilização do Sonar Lateral na Guerra de Minas.
- Na Divisão de Química e poluição desenvolvem-se trabalhos na vigilância da Qualidade do meio Marinho e da qualidade de efluentes, técnicas de análise e estudos da previsão de métodos, é prestado apoio laboratorial à Divisão de Oceanografia Física e são informatizados dados de poluição.
- Transferência dos laboratórios das instalações do farol da Guia para o Instituto Hidrográfico.
- O Sector da informática desenvolve novos programas de agitação marítima, processamento de dados de fluorometria e é iniciada a abordagem para a área das dragagens.
- Da atividade da Divisão de Marés e Correntes de Maré resulta o complemento da Rede Maregráfica Nacional com 18 estações.
1982
- Criação do Curso de Especialização de Oficiais em Hidrografia e Oceanografia na Escola de Hidrografia e Oceanografia.
- Realização estudos oceanográficos para a EDP.
- Realização de um cruzeiro oceanográfico no âmbito do programa CECIR.
- Na Divisão de Dinâmica de Costas e Estuários são incrementadas as atividades desenvolvidas para organismos externos à Marinha, a atividade é alargada às áreas de Sonar lateral, sísmica e Agitação Marítima e é iniciado um estudo da circulação estuarina recorrendo-se, a técnicas de fluorometria.
- A Divisão de Química e Poluição centra a atividade na execução de projetos de controlo de poluição integrados no programa do “Joint Monitoring Group” e na análise de impacto relacionada com os hidrocarbonetos e prospecção petrolífera, colaborando com a Divisão de Oceanografia, com a Comissão Nacional do Ambiente e com a Direção Geral dos Serviços de Fomento Marítimo.
- No Sector das Marés e Correntes prossegue-se a recolha de dados maregráficos no Continente e Regiões Autónomas.
1981
- Realização de estudos oceanográficos para a EDP em Sines e Peniche.
- Realização dos cruzeiros oceanográficos CECIR VII e CERES I.
- É criada a Divisão de Química e Poluição, resultante da fusão dos laboratórios de Química da Divisão de Oceanografia do Instituto Hidrográfico e dos laboratórios da Comissão Executiva do Polígono de Acústica Submarina dos Açores.
- Lançamento de uma campanha da Divisão de Marés e Correntes em colaboração com a Direcção-Geral de Portos, sobre o alargamento da rede maregráfica da ria de Aveiro.
- A rede maregráfica nacional é constituída por 15 estações.
1980
- Realização do cruzeiro oceanográfico CECIR IV.
- Realização de estudos oceanográficos para a EDP, em Sines e Peniche.
1979
- – Realizado o cruzeiro oceanográfico CERCIR V. Prestada colaboração à Comissão Nacional contra a Poluição no Mar, à Comissão Nacional do Ambiente, à Faculdade de Ciências de Lisboa, ao Instituto Nacional de Investigação das Pescas e ao Instituto Universitário dos Açores. Arranque do projeto ONDMAR com vista à definição do regime climático da agitação marítima nas águas nacionais. A Divisão de Marés e Correntes prossegue, já a nível de rotina, nos principais portos do Continente e ilhas, com a observação de marés e seu processamento no computador IBM 370-135 da Marinha.
1978
- Início do Curso anual Prático de Hidrografia na Escola de Hidrografia e Oceanografia. Efetuado o levantamento sísmico do porto da Nazaré, o levantamento a sonar lateral do extradorso do molhe Oeste do porto de Sines.
1977
- Deixa de exercer funções o navio hidrográfico “Pedro Nunes (A 528)”.
- Criada a especialização em Hidrografia na Escola de Hidrografia e Oceanografia.
- Reestruturação do Instituto Hidrográfico induzindo alterações de natureza orgânica criando-se a Divisão de Química e Poluição.
- O Instituto de Biologia Marítima deixa de estar na dependência da Marinha e toma a designação de Instituto Nacional de Investigação das Pescas (INIP) e integra parte dos laboratórios e dos técnicos de biologia marítima do Instituto Hidrográfico.
- A Divisão da Oceanografia dá continuidade ao projeto da EDP.
- Realização do cruzeiro CERCIR IV para o estudo da circulação oceânica ao largo da costa.
- Realização do cruzeiro CERIES IV para o estudo do “upwelling” na costa norte.
1976
- III República 17.º presidente constitucional da República Ramalho Eanes. - Fim da prestação de serviços da lancha hidrográfica “Mira (A 5200)”.
- Criada a Brigada Hidrográfica n.º2 (BH2), destinada à execução de levantamentos hidrográficos, topográficos e outros afins no território nacional.
- Projeto de apoio aos estudos oceanográficos da zona de Ferrel, a pedido da Companhia Portuguesa de Eletricidade (EDP), com vista à instalação de uma central nuclear, desenvolvido pela divisão de Oceanografia Física do INSTITUTO HIDROGRÁFICO.
- Criada a Divisão de Dinâmica de Costas e Estuários no Instituto Hidrográfico.
1975
- Deixam de exercer funções os navios “Almirante Lacerda” e “Carvalho Araújo (segundo) (A 524)”.
- Convertida em lancha hidrográfica a lancha de fiscalização “D. Jeremias (A 5202)”.
- Neste ano conta-se 50 cartas/planos resultantes do trabalho realizado pela Missão Hidrográfica de Angola, tendo sido realizados anteriormente, também em Angola, entre 1846 a 1924, 62 trabalhos hidrográficos.
- Dos levantamentos realizados em Moçambique, pela Missão Hidrográfica de Moçambique, desde 1960 a 1973, obtiveram-se 41 cartas/planos. Anteriormente foram produzidas pela Marinha 3 cartas gerais, de 1849 a 1890, 37 cartas ou reconhecimentos geográficos, de 1881 a 1918 e cerca de uma centena de cartas ou reconhecimentos hidrográficos, de 1856 a 1926.
- Neste ano cobertura cartográfica de Cabo Verde conta-se com 17 cartas/planos. No período de 1844 a 1903 tinham sido já efetuados 23 levantamentos hidrográficos em Cabo Verde e um «Roteiro da Costa» no final do séc. XIX.
- Para o arquipélago de S. Tomé e Príncipe entre 1883 a 1918 apenas há notícia de 5 trabalhos hidrográficos. De 1954 até finais da década de 60 procedeu-se ao completo levantamento cartográfico terrestre e hidrográfico das ilhas, suas costas e mares adjacentes. Neste ano de 19775 a cobertura cartográfica de S. Tomé e Príncipe conta com 8 cartas/planos.
1974
- Junta de Salvação Nacional 15.º presidente constitucional da República Portuguesa António Spínola e 16.º presidente constitucional da República Portuguesa Costa Gomes.
- Criada a Missão Hidrográfica n.º2, integrando da Missão Geo-Hidrográfica da Guiné todo o pessoal militar, material e meios.
- Inicia-se o programa SEPLAT, destinado a fazer o levantamento sistemático da natureza do fundo da plataforma continental e da vertente superior, com vista à publicação, à escala 1:50 000, de uma série de 8 folhas da “Carta dos sedimentos Superficiais da Plataforma Continental”.
- Executado em Angola, pela Missão Hidrográfica de Angola, o último levantamento hidrográfico.
- A cobertura cartográfica de Portugal Continental é de cerca de 35 cartas
- A cobertura cartográfica no arquipélago dos Açores é de 14 cartas.
- A cobertura cartográfica no arquipélago da Madeira é de 6 cartas.
1972
- O navio oceanográfico “S. Jorge (M 415)” deixa de estar na dependência técnica do Instituto Hidrográfico integrando o Agrupamento N.º 1 de draga-minas, dando o seu nome a uma nova classe de navios.
- Entregue à Marinha Portuguesa o navio “Almeida carvalho (A 527)”.
- Início dos levantamentos hidrográficos na área de Sines.
- Criada a Comissão da Carta Internacional do Mar do Norte (NSICC), dando início ao estabelecimento de uma rede de cartas internacionais e o estabelecimento das primeiras regras de representação comum.
- Prosseguimento dos cruzeiros MALAC, a bordo do navio hidrográfico “Almeida Carvalho”. 1973
- Final dos cruzeiros MALAC, a bordo do navio hidrográfico “Almeida Carvalho”.
- Início do programa CECIR (Campanhas para Estudo da circulação), para o estudo das principais características das massas de água adjacentes à costa do Continente.
1971
- Prosseguimento dos cruzeiros MALAC, a bordo da lancha hidrográfica “Cruzeiro do Sul”.
1970
- Reestruturado o Instituto Hidrográfico como Direcção-Geral do Ministério da Marinha. A estrutura orgânica deste Ministério compreende quatro ramos: o militar, o de fomento marítimo, o de administração financeira e o de investigação do mar. O Instituto Hidrográfico integra-se no ramo de investigação do mar, juntamente com o Instituto de Biologia Marítima e com o aquário Vasco da Gama.
- Entrada em vigor a Convenção Internacional relativa à Organização Hidrográfica Internacional, substituindo o Bureau Hidrográfico Internacional.
- Realização da campanha oceanográfica “Internacional 70”, a bordo do “S. Jorge”.
- Realização das campanhas oceanográficas para apoio à pesca do Continente (CAPEC).
1969
- A 18 de Fevereiro um incêndio destrói algumas das principais dependências do Instituto Hidrográfico, tendo sido transferido da Rua do Arsenal para a Rua das Trinas, em Santos.
- Fim da campanha MILOC iniciada em 1964.
1968
- Adaptadas a lancha torpedeira “Mira (A 5200)” e a lancha “Cruzeiro do Sul (A 5201)” a lanchas hidrográficas.
1967
- Deixa de exercer funções o navio oceanográfico “Salvador Correia” terceiro.
- Passa para a dependência técnica do Instituto Hidrográfico o navio oceanográfico “S. Jorge (M 415)”.
- Criada a Missão Hidrográfica n.º 1 , integrando o pessoal e o material da Missão Hidrográfica do Continente e Ilhas Adjacentes. A Missão Hidrográfica n.º 1 foi criada devido à necessidade de utilizar o NH “Afonso de Albuquerque” no continente, ilhas e ultramar.
- Criada a Brigada Hidrográfica n.º 1 (BH1).
- Tomada de posse da Comissão de Hidrologia do Instituto Hidrográfico.
- Inaugurado o laboratório do Serviço de Oceanografia do Instituto hidrográfico.
- Adquiridas as instalações da Amora devido à necessidade de expansão do Instituto Hidrográfico para armazenamento do material e equipamento pesado e para instalação da Brigada Hidrográfica do Continente.
1966
- Deixa de exercer funções o navio hidrográfico “João de Lisboa (A 5200)”.
- Adquirido pelo Estado Português o navio hidrográfico “Afonso de Albuquerque (A 526)”.
- Criada no Instituto Hidrográfico a escola de Hidrografia e Oceanografia.
- Criado na Marinha o curso de Técnico Auxiliar de Hidrografia.
- No Instituto Hidrográfico começam a ser equipados os laboratórios de geologia, química e biologia e induzidos melhoramentos no arquivo de dados oceanográfico e inicia-se a previsão harmónica anual de marés com recurso a computados (IBM 1620).
- O draga-minas “S. Jorge” é transformado em navio de investigação.
- Iniciados os cruzeiros MALAC, destinados a apoiar cientificamente as atividades piscatórias da captura do atum.
1965
- Realização da campanha oceanográfica “Mediterrâneo Outflow”, entre o cabo de S. Vicente e Huelva, com o objetivo contribuir para o estudo da penetração da água mediterrânica no Atlântico.
- Entre 1965 e 1966 o Instituto Hidrográfico, em colaboração com a Direcção dos Serviços de Marinha de Macau, realiza um levantamento completo do seu porto e de toda a área molhada tradicionalmente portuguesa.
1964
- O navio “Comandante Almeida Carvalho (A 527) é classificado como corveta, passando a denominar-se “Cacheu”.
- Estão constituídas as Missões ou Brigadas Independentes: Missão Hidrográfica do Continente e Ilhas Adjacentes, a Missão Geo-Hidrográfica da Guiné, a Missão Hidrográfica de Angola e S. Tomé, a Missão Hidrográfica de Moçambique e a Missão Hidrográfica Física.
- Iniciadas no “Scripps Institution of Oceanography”, da Universidade da Califórnia, as primeiras especializações em oceanografia de oficiais da Armada.
- Participação de Portugal na Expedição Internacional ao Oceano Índico entre 1964 e 1966, a bordo do navio hidrográfico “Almirante Lacerda”, contribuindo para o reconhecimento geral das características físico-químicas, biológicas e sedimentológicas na região de Moçambique e Madagáscar.
- Iniciada a campanha MILOC (Military Ocenography), na sequência das decisões do “NATO Group of Military Oceanography” destinada a investigar as condições de propagação acústica submarina, nos mares da Islândia e Irlanda e ao largo dos Açores.
1963
- Toma posse do cargo de diretor do Instituto Hidrográfico.
- Afunda-se nas águas de S. Tomé o navio hidrográfico “Carvalho Araújo”.
1962
- Extinção da Brigada Hidrográfica Independente do Estado da Índia, na sequência da anexação pela União Indiana dos territórios sob administração portuguesa,
- A Missão Hidrográfica do Continente e Ilhas Adjacentes atualiza e ampliou o plano hidrográfico da baía do Funchal, alargando-o à praia Formosa.
1961
- Rebatizado o navio hidrográfico “Baldaque da Silva (A 522)” como navio oceanográfico “Salvador Correia” terceiro.
- É reclassificado como navio hidrográfico o navio “João de Lisboa (A 5200)”, construído em Lisboa em 1936.
- Publicação do Catálogo de Símbolos e de Abreviaras, substituindo o de 1950.
- Elaboração e distribuição de um Manual de Cartas Hidrográficas.
- Extinta a Brigada Hidrográfica Independente, passando as suas funções a ser desempenhadas, cumulativamente, pela Missão Hidrográfica das Ilhas Adjacentes, que passou a ser designada por Missão Hidrográfica do Continente e Ilhas Adjacentes.
- Extinção da Missão Hidrográfica do Arquipélago de Cabo verde, a qual dependia da Junta de Investigação do ultramar e de da Missão Hidrográfica da Ilhas Adjacentes, esta por sua vez dependente da Direcção de Hidrografia, Navegação e Metereologia Náutica do Ministério da marinha.
1960
- Criação do Instituto hidrográfico, herdeiro da “Sociedade Real, Marítima, Militar e Geográfica para o Desenho, Gravura e Impressão das Cartas Hidrográficas, Geográficas e Militares”, sendo reunidos os organismos do Ministério da Marinha e do Ministério do Ultramar, ao tempo responsáveis pela hidrografia (são reunidas as missões e brigadas hidrográficas existentes), navegação e oceanografia. O novo Instituto Hidrográfico fica localizado na Rua do Arsenal, em Lisboa.
- Com a criação do Instituto hidrográfico é considerado o terceiro período da moderna hidrografia portuguesa.
- Levantamento hidrográfico completo do território de Macau.
- Campanha oceanográfica em Angola a bordo do “Baldaque da Silva”.
- O Serviço de Oceanografia do Instituto Hidrográfico começa a realizar previsões de maré para os portos do Continente, Ilhas e Ultramar, a acompanhar a evolução do nível do mar em alguns desses portos e a compilar elementos para o estabelecimento de um centro nacional de dados oceanográficos.
1959
- Adquirido por Portugal o navio “Carvalho Araújo (segundo) (A 524)”.
- Elaboração e distribuição de Normas para a elaboração de Roteiros.
- Finalização dos levantamentos realizados pela Missão Hidrográfica de Moçambique.
- Conclusão do levantamento hidrográfico do lago Niassa realizado pela Missão Hidrográfica de Moçambique.
1958
- 14.º presidente constitucional da República Portuguesa Américo Thomaz.
- Estabelecimento da Brigada Hidrográfica Independente do Estado da Índia.
- Realização de uma campanha, a bordo do caça-minas “Faial”, para recolha de informação destinada a contribuir para o inventário da fauna marinha portuguesa, assegurando paralelamente o treino e a formação de biólogos e geólogos portugueses.
- O caça-minas “Salvador Correia (segundo) (A 522)” recupera o estatuto de navio hidrográfico.
1957
- A NATO cria o “Saclant Undersea Research Center”. Portugal participa fornecendo informação batitermográfica recolhida de forma sistemática pelos navios da Armada em toda a plataforma continental portuguesa.
1956
- Missão Hidrográfica de Moçambique inicia o levantamento completo das costas, portos e barras.
- Deixa de desempenhar funções o navio hidrográfico “Mandovi”.
- Reclassificado o aviso de 2.ª classe “Pedro Nunes (A 528)” como navio hidrográfico.
- O navio “Salvador Correia (segundo) (A 522)” passa a caça-minas.
1955
- A Missão Hidrográfica de Moçambique inicia o levantamento hidrográfico do lago Niassa.
1953
- Deixa de prestar serviço o navio hidrográfico “Ibo”.
- O navio “Salvador Correia (segundo) (A 522)” passa a navio hidrográfico.
- Missão Hidrográfica de Angola, criada em 1936, passa a ter o nome de Missão Hidrográfica de Angola e São Tomé.
1951
- 12.º presidente constitucional da República Portuguesa Oliveira Salazar e 13.º presidente constitucional da República Portuguesa Craveiro Lopes.
- A Missão de Estudos de Pesca da Junta das Missões Geográficas de Investigação Colo.iais passa a ser designada por Missão de Estudos das Pescas de Angola, tendo utilizado o navio oceanográfico “Baldaque da Silva”.
1950
- Comprado por Portugal o navio “Comandante Almeida Carvalho (A 527)”.
- Publicado o Catálogo de Símbolos e Abreviaturas, pela Direcção de Hidrografia e Navegação.
- Criado o Instituto de Biologia Marítima, que resulta de uma expansão e autonomização da Estação de Biologia Marítima de Lisboa relativamente ao Aquário Vasco da Gama.
1949
- Adquirido pelo Estado Português o navio “Baldaque da Silva.
1948
- Constituída a Missão de Estudos de Pesca da Junta das Missões Geográficas de Investigação Coloniais, para apoio científico face ao esforço de modernização da atividade da pesca.
1947
- Perde-se, por encalhe, na ilha de Santo Antão o navio hidrográfico “D. João de Castro”.
- Cedido ao governo de Moçambique o navio hidrográfico “Bérrio”, passando a designar-se “Lusitano”.
1946
- A canhoneira “Mandovi”, construída no Arsenal do Alfeite em 1917, é transformada em navio hidrográfico.
- Adquirido o navio “Almirante Lacerda (A 525)”, o primeiro navio da Armada Portuguesa a ser equipado com radar.
1945
- Cria-se a Missão Hidrográfica do Arquipélago de Cabo Verde, utilizando o mesmo pessoal e o mesmo navio da Missão Hidrográfica das Ilhas Adjacentes, em diferentes épocas de trabalho, tendo prejudicado o andamento dos trabalhos nos Açores.
1944
- Constituída a segunda Missão Geo-Hidrográfica da Guiné.
- Publicado o Roteiro de Navegação do Arquipélago da Madeira e Ilhas Selvagens.
1943
- A canhoneira “Ibo” passa a navio hidrográfico.
- Publicado o Roteiro Ancoradouros das Ilhas dos Açores.
1942
- Perdido todo o arquivo da Missão geográfica de Timor devido à invasão pelos Japoneses.
- Desarmamento do “Albacora”.
1941
- Construído o primeiro navio hidrográfico no Arsenal do Alfeite, o navio “D. João de Castro”.
- Deixa de prestar serviços o navio hidrográfico “Beira”.
1939
- Início do levantamento geral dos Açores, pela Missão Hidrográfica das Ilhas Adjacentes.
- Campanha oceanográfica física do “Albacora”.
1938
- Deixa de exercer funções o iate “Amélia” quarto.
- Terceira campanha da Missão Hidrográfica das Ilhas Adjacentes, são observadas as marés nas Ilhas Selvagens, determinadas correntes marítimas, medições de magnetismo no mar, colhidos elementos para o roteiro, são ainda realizadas sondagens em redor das Ilhas Desertas.
- Publicado o Roteiro da Ilha da Madeira.
- Campanha oceanográfica física do “Albacora”.
1937
- Inicia a atividade como navio hidrográfico o navio “Carvalho Araújo”.
- Criação da primeira Missão geográfica de Timor.
- Segunda campanha da Missão Hidrográfica das Ilhas Adjacentes, é efetuado o levantamento hidrográfico de cerca de 2/3 da costa da Ilha da Madeira e o levantamento no mar circundante da Ilha de Porto Santo.
- Campanha oceanográfica física do “Albacora”.
1936
- Adaptada a canhoneira “Beira” em navio hidrográfico.
- Concluído o primeiro levantamento geral da costa de Portugal.
- Extingue-se a Missão Hidrográfica da Costa de Portugal sucedendo-lhe a Brigada Hidrográfica Independente, que virá a terminar a elaboração do Roteiro da Costa de Portugal.
- Criada a Missão Hidrográfica das Ilhas Adjacentes, efetuando, principalmente, levantamentos nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.
- Criação da Missão hidrográfica de Angola, herdeira da Missão Hidrográfica do Zaire.
- Primeira campanha da Missão Hidrográfica das Ilhas Adjacentes, efetuado o levantamento de cerca de 1/3 da costa da Ilha da Madeira e os planos hidrográficos dos portos do Funchal e Manchico.
- Campanha oceanográfica física do “Albacora”.
1933
- Plano hidrográfico da barra e porto de Viana do Castelo.
- Deixa de exercer funções o vapor “Açor”.
1930
- O navio “Bérrio” é transformado em navio hidrográfico.
- Os terrenos da bacia do rio Coina encontram-se na posse da Marinha, onde estão instalados os Armazéns da Azinheira, o Estaleiro da Telha, os Fornos de Biscoito de Vale de Zebro e o fundeadouro (correspondentes às atuais instalações da Azinheira do Instituto Hidrográfico). As atividades desenvolvidas nestas instalações constituem um importante apoio logístico da Armada Portuguesa.
- Criação da missão hidrográfica do Zaire, com o objetivo de delimitar a fronteira de Angola com o Congo Belga.
- Entregue ao governo de Angola o navio Salvador Correia para a Missão Hidrográfica do Zaire.
- Campanha oceanográfica física do “Albacora”.
- Publicação da carta da costa oeste de Portugal.
1929
- A Marinha edita os estudos de Ramalho e Dentinho no domínio da oceanografia física.
- Portugal participa na primeira Conferência Hidrográfica Extraordinária, reunida no Mónaco, da qual resultam decisões historicamente importantes para a unificação e aperfeiçoamento das cartas hidrográficas.
- Criada a Missão Hidrográfica da Costa de Moçambique.
1928
- Sétima campanha da Missão Hidrográfica, é estendido o levantamento da costa oeste, desde o cabo da Roca ao Cabo de Sines.
- Publicação da carta da costa oeste de portugal.
- Por decreto do Ministro do Ultramar, Comandante João Belo, são definidos os principios orientadores da investigação hidrográfica nos territórios ultramarinos.
1927
- Sexta campanha da Missão Hidrográfica, durante a qual é levantada a costa oeste, entre o cabo de Sines e o cabo de S.Vicente.
1926
- Ditadura Militar 9.º presidente constitucional da República Portuguesa José Mendes Cabeçadas.
- 10.º presidente constitucional da República Portuguesa Francisco Costa Gomes.
- Estado Novo 11.º presidente constitucional da República Portuguesa Oscar Carmona.
- Realização da primeira conferência organizada pelo BHI.
- Plano hidrográfico do fundeadouro de Vila Franca de Xira.
- - 2000) António Egídio de Sonsa Leitão.
1925
- 8.º presidente constitucional da República Portuguesa Bernardino Machado.
- O navio hidrográfico “Pebane” deixa de exercer funções.
- Considerada a especialização de hidrografia e navegação para os oficiais de marinha, engenheiros hidrógrafos.
- Primeiro cruzeiro do “Albacora” que se estende até ao Arquipélago da Madeira.
1924
- Construído na Noruega o navio “Albacora”.
- Reestruturação dentro da Direcção –Geral de Marinha, da Repartição de Hidrografia, Oceanografia Física e Navegação, passando a designar-se Direcção de Hidrografia, Navegação e Meteorologia Náutica, que subsistirá até 1960. O Conselho Técnico passa a ser designado por Comissão Técnica de Hidrografia, Navegação e Metereologia Náutica, sob a presidência do diretor-Geral de Marinha, sendo que as instruções para o serviço hidrográfico e de oceanografia física são dadas aos navios e missões hidrográficas por esta Comissão Técnica.
- As instalações da Azinheira servem como Serviço de Minas da Marinha, até 1991.
- Quinta campanha da Missão Hidrográfica, durante a qual foi levantada a costa algarvia entre o cabo de S. Vicente e o cabo de Santa Maria.
1923
- 7.º presidente constitucional da República Portuguesa Manuel Teixeira Gomes.
- O navio de transporte “Pebane” passa a navio hidrográfico.
- O vapor “Açor” deixa de exercer funções de fiscalização e passa a ser navio hidrográfico.
- Quarta campanha da Missão Hidrográfica, durante a qual foi levantada a costa oeste, do cabo Carvoeiro ao cabo Raso.
- Iniciou-se a bordo do navio hidrográfico “Cinco de Outubro” um reconhecimento geral e sistemático das condições oceanográficas ao largo da costa de Portugal, por iniciativa do almirante Newparth e dos comandantes Marcelino Carlos e Almeida de Carvalho.
- Uma “Missão Oceanográfica” trabalha na costa moçambicana.
- A Marinha manda construir e apetrechar na Noruega um pequeno navio oceanográfico, o “Albacora”.
1922
- Portugal adere ao Conselho Internacional para o Estudo do Mar, criado em 1902 em Cristiânia (Oslo).
1921
- Portugal é um dos 19 países membros fundadores do “Bureau” Hidrográfico Internacional (BHI), mais tarde rebatizado por Organização Hidrográfica Internacional (OHI), estabelecida no Mónaco.
- Nova organização dos serviços de hidrografia nacionais, surgindo a Repartição de Hidrografia, Oceanografia Física e Navegação. Foi criado um Conselho técnico, presidido pelo Intendente de Marinha e composto pelos chefes das secções da Repartição, pelos engenheiros hidrógrafos em serviço no Ministério da Marinha e por oficiais que, devido aos seus conhecimentos em hidrografia, deveriam dele fazer parte.
- Levantamento do canal do Barreiro, pela Missão Hidrográfica.
1920
- Levantamento do portinho da Ericeira e da península de Peniche, pela Missão Hidrográfica.
- Enviado a participar no cruzeiro de um navio do “Bureau Scientifique des Pêches Maritimes” o doutor Alfredo Magalhães Ramalho, naturalista assistente da Estação de Biologia Marítima de Lisboa, a fim de se instruir nas técnicas dos trabalhos oceanográficos, principalmente em matéria de investigações das pescas.
1919
- 6.º presidente constitucional da República Portuguesa António José de Almeida
- Participação de uma delegação portuguesa na Conferência Internacional de Hidrografia, realizada em Londres onde se tratou também do assunto sobre a criação do “Burreau Internacional de Hidrografia”, levando à obrigação moral de organizar os serviços hidrográficos portugueses.
- Criação da Estação de Biologia Marítima de Lisboa.
- Constituída, na dependência do Aquário Vasco da Gama, a Estação de Biologia Marítima de Lisboa.
- - 1989) Rui Lill Teles Palhinha.
1918
- República Nova 4.º presidente constitucional da República Portuguesa Sidónio Pais e restauração da República Velha 5.º presidente constitucional da República Portuguesa João do Canto e castro.
1917
- Publicação nos Anais do Clube Militar, pelo engenheiro hidrógrafo Wills de Araújo, de um artigo onde expõe algumas normas especiais na prática da hidrografia bem como algumas preocupações do hidrógrafo.
- Plano hidrográfico da Lagoa de Óbidos.
1916
- Levantamento de barras e canais de Faro e Olhão e elaboração do plano hidrográfico da barra e porto de Vila Nova de Portimão, pela Missão Hidrográfica.
- - 2000) José Augusto Barahona Fernandes.
1915
- 2.º presidente constitucional da República Portuguesa Teófilo Braga
- Fim da República velha 3.º presidente constitucional da República Portuguesa Bernardino Machado.
- Terceira campanha da Missão Hidrográfica,é estendido o levantamento da costa oeste, do cabo Mondego ao cabo Carvoeiro e realizado o levantamento da costa sul de Portugal, entre o cabo de Santa Maria e Vila Real de Santo António. O relatório da campanha foi editado pelo Ministério da Marinha.
1914
- Finalização dos levantamentos de todos os portos e baías utilizados pela navegação em Moçambique, sendo publicadas as respetivas cartas e planos.
- Segunda campanha da Missão Hidrográfica, é continuado o levantamento da costa oeste, de Espinho ao Cabo Mondego. O relatório da campanha foi editado pelo Ministério da Marinha.
1913
- inicia-se o levantamento integral da costa e portos do Continente vindo a constituir uma autêntica escola de hidrografia e embrião do que se faria mais tarde nas Ilhas Adjacentes e Ultramar.
- Primeira campanha da Missão Hidrográfica é levantada a costa oeste de Portugal continental do rio Minho a Espinho. O relatório da campanha foi editado pelo Ministério da Marinha.
1912
- Transformado o navio “Cinco de Outubro” em navio hidrográfico.
- Considerado o segundo período da moderna hidrografia portuguesa.
- No continente os documentos náuticos portugueses são na sua maioria obsoletos, utilizam-se cartas e planos ingleses, os planos hidrográficos estão baseados em levantamentos antigos (de 1800), na Madeira e nos Açores as cartas que existem são inglesas datadas de 1842-44.
- Em Cabo Verde,devido à maior permanência de navios de guerra no arquipélago, são efetuados muitos levantamentos nacionais. É a primeira parcela do território nacional a possuir uma carta hidrográfica geral, na escala 1:500 000.
- Constituída a primeira Missão Geo-Hidrográfica da Guiné, de onde apenas existem reconhecimentos de vários rios, efetuados pelos comandantes de lanchas e a carta de aproximação é inglesa.
- Em S. Tomé e Príncipe apenas se conhece o levantamento da Baía de Ana Chaves, de 1883.
- Em Angola e Moçambique, onde a atividade hidrográfica era mais intensa, haviam sido efetuados numerosos reconhecimentos e levantamentos de apoio à companhia de ocupação e atividade comercial.
- Na Índia há apenas a assinalar 2 planos hidrográficos, de 1898/9.
- Em Macau e Timor regista-se apenas um levantamento em cada uma destas regiões, de 1903 e 1870, respetivamente.
- Criada a Missão Hidrográfica da Costa de Portugal, pela dinâmica do engenheiro hidrógrafo Victor Hugo de Azevedo Coutinho durante a qual se procedeu ao levantamento integral da costa e portos do Continente, tendo-se utilizado o aviso “Cinco de Outubro”, ex-iate real “Amélia”, efetuando também trabalhos de oceanografia física como determinações e estudos de marés, de correntes, de salinidade e temperaturas da água do mar, de ondulação, de sedimentologia e colheitas de plâncton e de fauna e flora marítimas.
1911
- Início da República I, República velha 1.º presidente constitucional da República Portuguesa Manuel Arriaga.
- Levantamento da barra nova de Faro e Olhão.
- Rebatizado o iate “Amélia” quarto com o nome de “Cinco de Outubro”.
1910
- Plano da costa, desde Cascais ao Cabo Raso.
- Desenvolvida na Suécia a garrafa de amostras Ekman, por Sven Ekman.
- A canhoneira “Açor” efetua colheitas mensais de água e determina temperaturas à superfície e em profundidade (50, 500 1000 m), a salinidade, coloração e densidade.
1909
- Constituição das unidades de trabalho completas, as Missões – com o objetivo de fazer a cobertura hidrográfica das costas e dos portos de Portugal.
1908
- Início do reinado de D. Manuel II "O Rei Saudade".
- Terminam os préstimos do rebocador “General Silvério” à hidrografia.
1907
- Roteiro da costa de Moçambique, de Leotte do Rego.
- Nova reorganização da Marinha, que se sistematiza em Divisões Autónomas. Os assuntos de hidrografia e navegação são incorporados na Majoria Geral da Armada (3.ª Rep.) e o serviço de faróis, marcas, balizas e sinais de nevoeiro é separado do serviço de hidrografia para constituir uma das Repartições da Direcção Geral de Marinha (3.ª Repartição).
- Constituída a Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais, tendo como presidente honorário o Rei D. Carlos I.
1906
- Desativado o navio “Vouga”.
1904
- O rebocador “General Silvério”, da província de Moçambique, passa ao serviço da Marinha de Guerra para trabalhos hidrográficos.
- - 1988) Augusto Vasconcelos Botelho de Sousa.
1903
- Levantamento do porto exterior de Macau.
- Publicado o plano hidrográfico da barra e porto de Setúbal.
1902
- Levantamento hidrográfico expedito no rio Lima e plano hidrográfico da baía de S. Martinho.
1901
- Os guardas-marinhas, para serem promovidos a segundo-tenente, têm que efetuar uma prova hidrográfica, consistindo num levantamento hidrográfico.
- Trocado o iate “Amélia” terceiro pelo iate “Amélia” quarto, apetrechado para os trabalhos oceanográficos.
- Reconhecimentos hidrográficos da ilha do Pessegueiro e da baía da Arrifana.
1900
- Levantamento dos planos hidrográficos da baía de Sines e da baía de Peniche de Baixo.
- A Comissão Cartográfica elabora uma carta hidrográfica geral do arquípélago de Cabo Verde, na escala 1:500 000, constituindo o primeiro trabalho de conjunto da hidrografia portuguesa da época.
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1899
1898
- Realizado plano hidrográfico na Índia.
- Publicadas as “Instruções preliminares para levantamentos hidrográficos no ultramar”.
- Criado o Aquário Vasco da Gama.
- 1973) Luciano Sena Dentinho.
- 1992) Fernando Quintanilha Mendonça Dias.
- Efetuado o Plano Hidrográfico da Enseada da Agoada e barra do rio Mandovi, na Índia, sendo publicado neste mesmo ano
- Na Índia, é realizado o reconhecimento hidrográfico da barra de Betul e foz do rio de Sal.
1897
1896
- O Rei D. Carlos I, influenciado pelo contacto com os oficiais de marinha e pela atividade científica desenvolvida pelo Príncipe Alberto do Mónaco, empreende as primeiras campanhas oceanográficas nacionais.
- Decorre a primeira campanha oceanográfica nacional estando presente D. Carlos I, a bordo do iate “Amélia” (Terceiro), apetrechado com um laboratório equipado com alguns instrumentos oceanográficos.
1895
- Extinto o corpo de Engenheiros Hidrógrafos, passando os respetivos oficiais a serem designados de Hidrógrafos.
- Por ordem da Comissão Central de Pescarias foram realizados vários cruzeiros no vapor “Lidador”.
1894
1892
- O Serviço de Faróis, dirigido por engenheiros hidrógrafos, passa do Ministério das Obras Públicas para a Marinha.
- O Serviço de Faróis, dirigido por engenheiros hidrógrafos, passa do Ministério das Obras Públicas para a Marinha.
- O Capitão-de-fragata Christiano José de Senna Barcellos publica o «Roteiro do Arquipélago de Cabo Verde»
- Roteiro de Cabo Verde, de Senna Barcelos.
1890
- Regresso dos serviços hidrográficos ao Ministério da Marinha e do Ultramar.
1889
- Início do reinado de D. Carlos I "O Martirizado".
1888
- Chega a Cascais o iate “Amélia”, adquirido pelo Rei D. Carlos I, munido com vários apetrechos para estudos oceanográficos.
1886
- As cartas do Porto, Figueira da Foz, Vila real de Santo António, Faro, Olhão, Viana do Castelo e Caminha, são consideradas úteis para trabalhos hidráulicos mas não aproveitáveis para a navegação.
- Proposta de reforma do almirante Pereira da Silva presente às Secções de Cartografia e Náutica da Sociedade de Geografia de Lisboa tendo sido submetidas ao Governo as conclusões da necessidade urgente do Ministério da Marinha e Ultramar organizar o serviço hidrográfico e a passagem do Serviço de Faróis e Marcas Marítimas para a direcção da repartição hidrográfica a criar no Ministério da Marinha e Ultramar.
- Publicada a carta marítima da costa sul de Portugal, com os levantamentos realizados entre 1884 e 1886.
- Publicada uma carta geo-hidrográfica de algumas das ilhas dos Açores.
- A cartografia produzida está direcionada para construções portuárias e não para a navegação.
- Verifica-se um défice de embarcações adequadas à atividade hidrográfica, bem como de pessoal subalterno habilitado.
- Os navios usam reconhecimentos expeditos dos oficiais embarcados ou cartas inglesas.
1885
- Publicado o plano hidrográfico das barras e portos de Faro e Olhão, com os levantamentos realizados entre 1870 e 1873.
1883
- A canhoneira “Tejo” é rebatizada “Tavira”.
1882
- Lançado à água o navio “Vouga”.
1881
1880
1879
1878
1876
- John Pillsbury inventa um correntómetro muito utilizado nos estudos das correntes do Golfo e de Humboldt.
- Fim da expedição inglesa do “Challenger”.
- 1928) João Belo.
1875
1872
1871
1870
- Em Moçambique, a Marinha inicia os intensos trabalhos hidrográficos.
- Realização de um trabalho hidrográfico em Díli.
- Reestruturação do Instituto Hidrográfico como Direcção-Geral do ministério da Marinha, compreendendo os ramos: militar, fomento marítimo, administração financeira e investigação do mar.
1869
- Extinção da Secção de Engenheiros Hidrógrafos e instituição do Corpo de Engenheiros Hidrógrafos que permanece sob chefia de um oficial do Exército.
- A organização do serviço de hidrografia na Marinha está a cargo de uma repartição constituída pela secção de hidrografia, pela secção de Navegação e pela secção de Faróis.
- F. K. Ekman constrói a primeira garrafa cilíndrica de inversão, destinada a colher amostras de água em profundidade.
- 1940) Abel Fontoura da Costa.
- 1959) Carlos Viegas Gago Coutinho.
1868
- O Instituto Geográfico e o Arquivo Militar fundem-se no Depósito geral de Guerra, dependente do Ministro da Guerra.
1867
1866
- Roteiro da Costa de África, de Marrocos ao Cabo das Agulhas, de Alexandre Magno de Castilho.
1865
1863
1861
- Início do reinado de D. Luís I "O Popular"
- Publicado o trabalho do contra-almirante João Carlos de Brito Capelo “Guia para uso das Cartas dos Ventos e Correntes do Golfo da Guiné”.
1960
1859
- Publicado o trabalho do contra-almirante João Carlos de Brito Capelo – “Cartas de Ventos e Correntes do Golfo da Guiné”.
1858
- Lançamento do primeiro cabo telegráfico Atlântico.
1857
1856
- Reúnem-se os serviços geodésicos e hidrográficos, com a criação do Instituto Geográfico.
1855
- O americano Matthew Fontaine Maury, considerado “o pai da oceanografia” publica a Geografia Física do Mar, com o qual colaboraram os oficiais de Marinha Vice-almirante EH César Augusto de Campos Rodrigues e Segundo-tenente EH José Feliciano Castilho, nomeadamente para a realização dos estudos (1855 a 1859) para o traçado das Cartas de Vento e correntes, as atuais “pilots charts” norte-americanas.
1854
1853
- Início do reinado de D. Pedro V "O Esperançoso".
- Com a condição de ser criada uma escola de gravura cartográfica, o Ministério da Marinha manada vir de paris um gravador, adotando-se a gravura em pedra ou litográfica, em detrimento da gravura em cobre.
1852
1851
- Estruturada a Secção de Engenheiros Hidrógrafos na Armada, com a organização de uma secção de Hidrografia no Ministério da marinha e do Ultramar, liderada por Filipe Folque e durante muito tempo não dependente da Marinha mas sim sob a alçada da Direcção Geral dos trabalhos Geodésicos, Topográficos e Hidrográficos do Ministério das Obras Públicas.
1850
Fonte: Amaral, Joaquim Freitas. “Pedro Reinel Me Fez: À Volta de um Mapa dos Descobrimentos / Joaquim Ferreira do Amaral.” Quentzal, 1995. Teixeira da Silva, Reis Arenga, Silva Ribeiro, Santos Serafim, Alburquerque e Silva e Melo e Sousa. “A Marinha na Investigação do Mar. 1800-1999”. Instituto Hidrográfico, Lisboa 2001.
Fonte: ROSAS DOS VENTOS DAS CARTAS DE MAREAR PORTUGUESAS”. Anais do Clube Militar Naval. – Ano CXIII, N.º Especial (1983).
No final do século XVIII surgem problemas relacionados com o conhecimento dos limites cartográficos das possessões respeitantes às terras que o reino possuía em África, Índia e Brasil, limitando a sua exploração, reivindicação e defesa. Um outro problema diz respeito à falta de cartas hidrográficas rigorosas e atualizadas, dificultando a navegação entre as terras descobertas e a metrópole.
1798
- É criada, por iniciativa de D. Rodrigo de Sousa Coutinho, Ministro de Estado da Marinha e Ultramar, a “Sociedade Real, Marítima, Militar e Geográfica para o Desenho, Gravura e Impressão das Cartas Hidrográficas, Geográficas e Militares” mais conhecida por “ Sociedade Real Marítima”. A Sociedade Real Marítima é dividida em duas classes: a primeira classe, que tem por objetivo a produção de cartas hidrográficas e a segunda classe, destina-se à produção de cartas geográficas, militares e hidráulicas.
1797
- Tentativa da travessia de África, entre Moçambique e Angola, de Lacerda e Almeida tendo pela primeira vez efetuado observações astronómicas na África Central.
1788
- Francisco António Ciera, Carlos Frederico, Bernardo de Caula e Pedro Folque iniciam os trabalhos de triangulação para a execução da carta topográfica de Portugal.
- Publicação das “Efemérides Náuticas” de Custódio Gomes e de Vilas Boas.
1780
- James Six inventa o termómetro de máxima e mínima, capaz de indicar as temperaturas extremas das massas de água.
1779
- O cosmógrafo-mor deixa de ser responsável pelo ensino dos pilotos.
1778
- “Tratado do Pardo”. Culmina o processo de litígio entre Portugal e Espanha.
1777
- Início do reinado de D. Maria I "A Piedosa"
- “Tratado de limites de Santo Ildefonso”, que resolve as contendas abertas pelo “Tratado de Madrid”.
1772
- Levantado o «Mappa da barra de Macao», por Custódio de Azevedo Rendo, a qual corresponde à carta mais antiga existente no Instituto Hidrográfico (apenas cópia).
1755
- Terramoto destrói completamente os Armazéns da Guiné e das Índias.
1749
- Stephen Hales constrói uma garrafa para colheita de água do mar.
1728
- Stephen Hales apresenta na Royal Society um manómetro de pressão para medição de profundidades.
1725
- Marsili publica em Amesterdão a obra “História da Física do Mar”, onde apresenta informação hidrográfica associada à colheita de amostras de fundo, medição da temperatura, estudo das correntes, das correntes de maré, das marés e dos corais.
1722
- Impresso o “Tratado do modo o mais fácil e o mais exacto de fazer as cartas geográficas assim da terra como do mar…” do engenheiro-mor do reino, Manuel de Azevedo Fortes, fundador da Academia Real da História Portuguesa.
1712
- A ”Arte de Navegar”, por Manuel Pimentel.
1706
- Início do reinado de D. Pedro V "O Magnânimo".
1705
- Considerado por alguns o ano da fundação da oceanografia.
Fonte: Amaral, Joaquim Freitas. “Pedro Reinel Me Fez: À Volta de um Mapa dos Descobrimentos / Joaquim Ferreira do Amaral.” Quentzal, 1995. Teixeira da Silva, Reis Arenga, Silva Ribeiro, Santos Serafim, Alburquerque e Silva e Melo e Sousa. “A Marinha na Investigação do Mar. 1800-1999”. Instituto Hidrográfico, Lisboa 2001. “ROSAS DOS VENTOS DAS CARTAS DE MAREAR PORTUGUESAS”. Anais do Clube Militar Naval. – Ano CXIII, N.º Especial (1983).
1699
- Nomeado cosmógrafo-mor Manoel Pimentel (autor da Arte de Navegar da Edição de 1712).
- “Arte Pratica de Navegar” e “Roteiro das viagens e costas marítimas do Brasil, Guiné, Angola, Índias e ilhas Orientais e Ocidentais”, de Manoel Pimentel.
1683
- Início do reinado de D. Pedro II "O Pacífico".
1681
- “Arte Pratica de Navegar e Regimento de Pilotos”, de Luís Serrão Pimentel.
1679
- O geógrafo e naturalista francês, Conde Louis Ferdinand de Marsili, descobre a corrente de densidade de Bósforo e efetua um notável estudo do Danúbio.
1662
- Pedro Teixeira desenha o mapa de Portugal. 1663 - Robert Hooke, conservador da Royal Society inglesa, tem a ideia de conceber e desenvolver sondas e colhedores de amostras de fundo.
1656
- Início do reinado de D. Afonso VI "O Vitorioso".
1644
- Nomeado cosmógrafo-mor Luis Serrão Pimentel.
1640
- Início do reinado de D. João IV "O Restaurador”.
1631
- Nomeado cosmógrafo-mor António Mariz Carneiro.
1625
- Nomeado cosmógrafo-mor D. Manuel de Menezes.
1624
- Publicado o “Regimento da Navegação” de Sebastião de Menezes.
1623
- Nomeado cosmógrafo-mor Valentim de Sá.
1621
- Início do reinado de D. Filipe III "O Grande".
1618
- “Navegação Especlativa” e “Prática, Reforma das suas Regras e Tabelas”, de António de Naiera.
1614 - 1615
- “Tratado da Arte de Navegar”, “Tratado do Astrolábio” e o “Livro primeiro da Architectura Naval”, de João Batista Lavanha.
1610
- Jan Huygen van Linschoten traduz roteiros portugueses em francês.
1608
- Nomeado cosmógrafo-mor Manuel de Figueiredo.
- Impresso em Portugal o “Livro de Hidrografia” e “Exame de Pilotos” do cosmógrafo Manuel de Figueiredo.
1606
- A “Arte de Navegar” de Simão de Oliveira.
1604
- Roteiro da Navegação da Índia, de João Batista Lavanha.
1600
- “As Tábuas da Largura Ortiva do Sol” de João Batista Lavanha.
Início do século XVII:
- Instruções náuticas para os pilotos da carreira da Índia, provavelmente da autoria de João Batista Lavanha, destinadas a sistematizar a determinação das posições no mar, a atividade dos pilotos e as observações náuticas a efetuar. As cartas e os registos efetuados em cada viagem deveriam ser entregues ao cosmógrafo-mor, antes de ser entreguem ao tesoureiro dos Armazéns. As informações do capitão do navio depois de analisadas pelo cosmógrafo-mor eram divulgadas pelos pilotos em formação e utilizadas na atualização dos padrões reais guardados no Armazém.
Fonte: Amaral, Joaquim Freitas. “Pedro Reinel Me Fez: À Volta de um Mapa dos Descobrimentos / Joaquim Ferreira do Amaral.” Quentzal, 1995. Teixeira da Silva, Reis Arenga, Silva Ribeiro, Santos Serafim, Alburquerque e Silva e Melo e Sousa. “A Marinha na Investigação do Mar. 1800-1999”. Instituto Hidrográfico, Lisboa 2001. “ROSAS DOS VENTOS DAS CARTAS DE MAREAR PORTUGUESAS”. Anais do Clube Militar Naval. – Ano CXIII, N.º Especial (1983).
1598
- Início do reinado de D. Filipe II "O Pio".
- Jan Huygen van Linschoten traduz roteiros portugueses em inglês.
1597
- O Naufrágio da Nau S. Alberto, de João Batista Lavanha.
1595
- “Regimento Náutico”, de João Batista Lavanha.
- “Arte de Navegar” – “Tratado de Hidrografia” de Padre Francisco Costa, apresentando, pela primeira vez na literatura náutica portuguesa, o método de construção de cartas náuticas. Trata-se de uma súmula das lições que o seu autor proferia na Aula da Esfera do Colégio de Santo Antão em Lisboa.
- Jan Huygen van Linschoten traduz roteiros portugueses em holandês.
1594
- Roteiro das Índias Orientais, de Manuel Gaspar.
1592
- O Regimento do cosmógrafo mor refere nas sua funções a verificação da fidelidade das cartas e globos existentes no Armazém, lecionar navegação aos mareantes, realizar exames obrigatórios a mestres cartógrafos e aos construtores de instrumentos náuticos, participar no júri dos exames realizados no Armazém, registar as categorias dos oficiais em livro guardado no Armazém e ainda indicar as taxas a cobrar pelos serviços do cosmógrafo-mor. Ao provedor do Armazém cabe autorizar a entrega das cartas ou globos.
1591
- Atribuída a licença de cartógrafo a Francisco Luís.
- Nomeado cosmógrafo-mor João Batista Lavanha.
- Arte de Navegar de João Batista de Lavanha.
- João Batista Lavanha é incumbido por Filipe I de lecionar uma «cátedra de matemática», na tradição de Pedro Nunes.
1586
- Atribuída a licença de cartógrafo a Pedro Lemos.
- Roteiro-Atlas do Brasil de Luís Teixeira.
- João Baptista Lavanha é nomeado engenheiro do reino de Portugal.
1582
- Atribuída a licença de cartógrafo a Marcos Fernandes.
- Nomeado cosmógrafo-mor Tomás de Orta.
1581
- Início do reinado de D. Filipe I "O Prudente".
1578
- D. João de Castro regista nos roteiros informações hidrográficas ensinadas por Pedro Nunes.
1576
- Roteiro do Cabo da Boa Esperança ao das Correntes, de Manuel de Mesquita Perestrelo.
1572
- Pedro Nunes é chamado de novo às suas funções de cosmógrafo, por D. Sebastião, para lecionar uma aula aos pilotos.
1571
- “Rosa dos ventos” de Fernão Vaz Dourado.
1568
- “Rosa dos ventos” de Fernão Vaz Dourado.
- “Rosa dos ventos” de Diogo Homem.
1566
- A obra “Petri Nonii Salaciensis Opera”, de Pedro Nunes, que se apresenta como uma compilação em latim de trabalhos relacionados com a arte de navegar.
- “Rosa dos ventos” de João Teixeira Albernaz II.
1564
- Atribuída a licença de cartógrafo a Bartolomeu Lasso e a Luís Teixeira.
1563
- Carta Portulano de Mateu Prunes.
- Atribuída a licença de cartógrafo a António Martins. “Rosa dos ventos” de Lazaro Luiz.
1561
- Fernando Álvares Seco desenha o primeiro mapa impresso de Portugal.
- Planisfério de André Homem.
1559
- Publicado um Regimento do cosmógrafo mor, do qual que não se conhece o texto.
1558
- “Rosa dos ventos” de Sebastião Lopes. Foi posteriormente reproduzida pelo Instituto Hidrográfico, que a adotou como emblema.
- “Rosa dos ventos” de Diogo Homem.
1557
- Início do reinado de D. Sebastião "O Desejado".
- “Rosa dos ventos” de Diogo Homem.
1554
- Planisfério de Lopo Homem.
1553
- Chegada dos portugueses ao Japão.
1550
- “Rosa dos ventos” de Lopo Homem(?).
1279
- Início do reinado de D. Dinis "O Lavrador".
Fonte: Amaral, Joaquim Freitas. “Pedro Reinel Me Fez: À Volta de um Mapa dos Descobrimentos / Joaquim Ferreira do Amaral.” Quentzal, 1995. Teixeira da Silva, Reis Arenga, Silva Ribeiro, Santos Serafim, Alburquerque e Silva e Melo e Sousa. “A Marinha na Investigação do Mar. 1800-1999”. Instituto Hidrográfico, Lisboa 2001. “ROSAS DOS VENTOS DAS CARTAS DE MAREAR PORTUGUESAS”. Anais do Clube Militar Naval. – Ano CXIII, N.º Especial (1983).
Durante o século XV são várias as referências documentadas a cartas geográficas relacionadas com o movimento de expansão português. Embora o que estivesse em causa fosse navegar, a verdade é que não só cartas de marear foram procuradas.
Nas representações cartográficas clássicas, as quais, embora não fornecessem indicações suficientes para orientar pilotos, dariam talvez ideias mais concretas aos promotores de viagens. As cartas da época, como os antigos portulanos, eram ricamente iluminadas, verdadeiras obras artísticas de desenhadores especializados, mas não eram destinadas ao uso de bordo, pois se conservavam nos arquivos reais cuidadosamente guardadas.
A bordo empregavam-se «cartas de marear» menos vistosas, cópias dos «padrões» conservados naqueles arquivos, onde os pilotos iam lançando as anotações que a prática aconselhava, e que depois serviam para corrigir ou atualizar os «padrões». Muitas das cartas assinadas por cartógrafos estrangeiros não seriam mais que reproduções artísticas e de estilo sofisticado de obras originais portuguesas, essas pobres de estilo e de aparência como seria de esperar das suas funções utilitárias.
Nas cartas iluminadas, os rumos ou «linhas de rumo» eram desenhados, a cores, a partir de «rosas dos ventos», semelhantes às das agulhas de marear, e cada cartógrafo tinha o seu estilo próprio de desenhar essas «rosas».
Na primeira metade do século XV: Exploração marítima e comércio da costa ocidental africana e ilhas atlânticas, “Escola de Sagres” traduz os conhecimentos náuticos obtidos pela expansão marítima e exploração da costa ocidental africana, a Casa da Guiné (posteriormente denominada da Guiné, Minas e Índia) organiza o comércio atlântico e os Armazém da Casa da Guiné (posteriormente da Guiné, Minas e Índia) efetua o aprestamento, aprovisionamento e o armamento dos navios.
No século XV as cartas portuguesas são essencialmente de matriz maiorquina.
1498
- Vasco da Gama chega à Índia.
1496
- Bartolomeu Dias almoxarife do Armazém da Casa da Guiné.
- Bartolomeu Dias desenvolve a navegação astronómica e desenha uma carta com as terras descobertas na sua viagem.
1495
- Início do reinado de D. Manuel I "O Venturoso".
1494
- Tratado de Tordesilhas entre Portugal e a Espanha.
1492
- Carta Náutica de Jorge de Aguiar. A Carta Náutica de José de Aguiar é a carta portuguesa mais antiga, assinada e datada, que se conhece.
- Globo de Martin Behaim (globo de Nuremberga).
1489
- Desenhada a Carta de Henricus Martellus Germanus, onde se encontram delineados os acidentes geográficos encontrados por Bartolomeu Dias resultante da viagem da passagem do Cabo Bojador.
1487
- Bartolomeu Dias dobra o Cabo da Boa Esperança.
- D. João II envia dois emissários, Afonso de Paiva e Pêro da Covilhã, ao Oriente pelas vias tradicionais já conhecidas (essencialmente por terra), com o objetivo de obter informações de âmbito geográfico.
1486
- Regresso de Diogo Cão da sua viagem a África, trazendo o ensinamento conveniente para atingir a África do Sul a navegar pelo largo.
1485
- Pedro Reinel assina um mapa de África até à foz do Zaire.
1482
- Mapa de Jacobo Bertran, maiorquino.
1481
- Início do reinado de D. João II "O Príncipe Perfeito"
- No princípio do reinado de D. João II, o Armazém da Casa da Guiné passa a funcionar em Lisboa. Este organismo é marcante no desenvolvimento da atividade hidrográfica.
1480
- Diogo Marques almoxarife do Armazém da Casa da Guiné.
1474
- D. João II assume a direção da Casa da Guiné.
1473
- Lopes Gonçalves ultrapassa o Equador.
1472
- Gaspar Corte Real descobre Terra Nova.
1471
- Descoberta das ilhas do Príncipe e de São Tomé.
- Conquista de Tânger por Afonso V.
- Carta Náutica Portuguesa de “Circa”, a mais antiga carta portuguesa conhecida. Autor anónimo.
1464
- Carta de Petrus Roselli, que insere informação portuguesa ao longo da costa de África.
1463
- Após a morte do Infante, a Casa da Guiné, que funcionava em Lagos, é transferida para Lisboa.
1459
- Planisfério de Fra Mauro, encomendado por D. Afonso V.
1448
- Carta de Andrea Bianco, veneziano, a primeira carta que revela os descobrimentos portugueses a sul do cabo Bojador.
1445
- Dinis Dias descobre o Cabo Verde.
1443
- Infante D. Henrique manda elaborar uma carta náutica” de terras descobertas para além do Bojador.
1439
- Carta de Gabriel de Valseca, maiorquino, que dá conta dos descobrimentos portugueses dos Açores.
1438
- Início do reinado de D. Afonso V "O Africano".
1434
- Gil Eanes atinge o Cabo Bojador, limite sul das terras conhecidas.
1433
- Início do reinado de D. Duarte I "O Eloquente".
1427
- Descoberta dos Açores por Diogo de Silves, marinheiro do Infante D. Henrique.
1424
- Expedição às ilhas Canárias sob o comando de D. Fernando de Castro.
1420
- Descoberta da ilha da Madeira por João Gonçalves Zarco e Bartolomeu Perestrelo.
- Até 1427, a mando de Infante D. Henrique, é chamado Judá Cresques, filho de Jácome de Maiorca ou o “Rei das Agulhas, para instruir os navegadores designados para a exploração de África.
1419
- João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira descobrem a ilha de Porto Santo.
1415
1413
- Carta-portulano de Petrus Vesconte.
Fonte: Amaral, Joaquim Freitas. “Pedro Reinel Me Fez: À Volta de um Mapa dos Descobrimentos / Joaquim Ferreira do Amaral.” Quentzal, 1995. Teixeira da Silva, Reis Arenga, Silva Ribeiro, Santos Serafim, Alburquerque e Silva e Melo e Sousa. “A Marinha na Investigação do Mar. 1800-1999”. Instituto Hidrográfico, Lisboa 2001. “ROSAS DOS VENTOS DAS CARTAS DE MAREAR PORTUGUESAS”. Anais do Clube Militar Naval. – Ano CXIII, N.º Especial (1983).
1385
- Início do reinado de D. João I "O de Boa Memória".
Durante o século XV são várias as referências documentadas a cartas geográficas relacionadas com o movimento de expansão português. Embora o que estivesse em causa fosse navegar, a verdade é que não só cartas de marear foram procuradas.
Nas representações cartográficas clássicas, as quais, embora não fornecessem indicações suficientes para orientar pilotos, dariam talvez ideias mais concretas aos promotores de viagens. As cartas da época, como os antigos portulanos, eram ricamente iluminadas, verdadeiras obras artísticas de desenhadores especializados, mas não eram destinadas ao uso de bordo, pois se conservavam nos arquivos reais cuidadosamente guardadas.
A bordo empregavam-se «cartas de marear» menos vistosas, cópias dos «padrões» conservados naqueles arquivos, onde os pilotos iam lançando as anotações que a prática aconselhava, e que depois serviam para corrigir ou atualizar os «padrões». Nas cartas iluminadas, os rumos ou «linhas de rumo» eram desenhados, a cores, a partir de «rosas -dos-ventos», semelhantes às das agulhas de marear, e cada cartógrafo tinha o seu estilo próprio de desenhar essas «rosas».
1375
- Atlas de Abraão Cresques.
1317
- Contratado por D. Dinis o genovês Manuel Pessanha, encarregue de organizar a armada portuguesa dando um contributo ao desenvolvimento da cartografia náutica em Portugal, essencialmente assente na náutica mediterrânica.
1313
- Carta-portulano de Petrus Vesconte.
Fonte: Amaral, Joaquim Freitas. “Pedro Reinel Me Fez: À Volta de um Mapa dos Descobrimentos / Joaquim Ferreira do Amaral.” Quentzal, 1995. Teixeira da Silva, Reis Arenga, Silva Ribeiro, Santos Serafim, Alburquerque e Silva e Melo e Sousa. “A Marinha na Investigação do Mar. 1800-1999”. Instituto Hidrográfico, Lisboa 2001. “ROSAS DOS VENTOS DAS CARTAS DE MAREAR PORTUGUESAS”. Anais do Clube Militar Naval. – Ano CXIII, N.º Especial (1983).
1290
- Carta-portulano mais antiga que se conhece, “Carta Pisana”,anónima.
1279
- Início do reinado de D. Dinis "O Lavrador".
Fonte: Amaral, Joaquim Freitas. “Pedro Reinel Me Fez: À Volta de um Mapa dos Descobrimentos / Joaquim Ferreira do Amaral.” Quentzal, 1995. Teixeira da Silva, Reis Arenga, Silva Ribeiro, Santos Serafim, Alburquerque e Silva e Melo e Sousa. “A Marinha na Investigação do Mar. 1800-1999”. Instituto Hidrográfico, Lisboa 2001. “ROSAS DOS VENTOS DAS CARTAS DE MAREAR PORTUGUESAS”. Anais do Clube Militar Naval. – Ano CXIII, N.º Especial (1983).
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