O “vector velocidade da corrente” ou simplesmente “a corrente”, é definido pelo seu módulo, a celeridade, associado à direcção do seu movimento. Para a sua medição são usualmente utilizados correntómetros, existindo vários tipos, sendo que estes podem ser classificados com base no seu princípio de funcionamento: com ou sem peças móveis.
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Os correntómetros com peças móveis associam o movimento das mesmas (rotor) ao movimento das partículas, para a partir daí “medir” a sua celeridade e em conjunto com a direcção, determinar o vector velocidade da corrente.
Os correntómetros acústicos utilizam como princípio de funcionamento o efeito de Doppler. Para o processo de medição das correntes por efeito de Doppler, utilizam-se as partículas em suspensão na coluna de água para funcionarem como reflectoras do sinal emitido pelos transdutores do correntómetro, afectando assim a frequência do sinal reflectido de acordo com o seu movimento. A variação entre a frequência do sinal emitido e o sinal reflectido recebido pelo equipamento permite calcular a velocidade das partículas reflectoras. No Instituto Hidrográfico existem vários exemplares deste tipo de correntómetros: Aanderaa’s RCM7 e RCM9.
AANDERAA RCM7
O correntómetro Aanderaa RCM7 é constituído por três componentes fundamentais: a caixa de pressão (1), o corpo do leme (2) e a placa do leme (3).
A caixa de pressão, vulgarmente denominada por registador, é uma caixa estanque que contém internamente a placa electrónica, a memória de armazenamento dos dados, a bateria e a bússola. Externamente e no topo do registador estão implantados os restantes sensores.
O corpo do leme ou módulo de suspensão permite a ligação do equipamento ao sistema de amarração e faz a ligação física entre o registador e o leme.
A placa de leme constitui a parte sensível à direcção da corrente, estando esta dotada de pesos, para que dentro de água se proporcione um equilíbrio perfeito entre o peso do registador e o do leme.
AANDERAA RCM9
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Este correntómetro dispõe de um sensor Doppler onde estão instalados quatro transdutores montados com um desfasamento de 90º que emitem na horizontal impulsos acústicos de modo a obter o valor da corrente durante o intervalo de tempo seleccionado para cada medição.
Além do módulo e a direcção da velocidade permite ainda medir temperatura, condutividade, pressão, turbidez e oxigénio.
Associado ao sensor Doppler deste equipamento, existe um sensor de orientação composto por uma bússola electromagnética e um sensor de atitude que mede a inclinação do equipamento de forma a compensar o efeito da inclinação da amarração, até um máximo de 35º.
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AANDERAA RCM11
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Este moderno correntómetro vem equipado com sensores que permitem medir a temperatura, velocidade e direcção da corrente (sensor Doppler), condutividade, pressão, turbidez e oxigénio dissolvido
É uma evolução do modelo RCM9 permitindo a sua utilização até profundidade máxima de 6000m e tem uma grande capacidade de medição mesmo em casos em que a água se apresente límpida.
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Síntese das especificações técnicas:
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Equipamento
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Tipo
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Prof. máxima
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Armazenamento de dados
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Sensores
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Bateria
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RCM7
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Rotor de pás
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2 000 metros
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DSU 2990: 10900 registos
DSU 2990E: 43600 registos
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Direcção
Pressão
Condutividade
Temperatura
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7.2V
suficiente para 30835 registos (214 dias)
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RCM9
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Sensor doppler
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2 000 metros
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DSU 2990: 9000 registos
DSU 2990E: 36100 registos
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Direcção
Pressão
Condutividade
Temperatura
Turbidez
Oxigénio
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7.2V
até 2 anos e 6 meses
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RCM11
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Sensor doppler
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6 000 metros
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DSU 2990: 65000 palavras
DSU 2990E: 262000 palavras
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Direcção
Pressão
Condutividade
Temperatura
Turbidez
Oxigénio
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7.2V
até 2 anos e 4 meses
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