Carlos Gago Coutinho (1869-1959)

Carlos Viegas Gago Coutinho (1869-1959)
Carlos Viegas Gago Coutinho

Almirante. Insigne geógrafo e navegador, concluiu o curso da Escola Naval em 1888.

Após o que passou por vários navios, entre os quais o couraçado «Vasco da Gama», as canhoneiras «Liberal», «Zambeze», «Limpopo» e «Douro».

Comandou as canhoneiras «Sado» e «Pátria» e a lancha canhoneira «Loge». De 1898 a 1918 trabalhou como geógrafo em trabalhos geodésicos, topográficos e de delimitação das fronteiras dos territórios ultramarinos.

Em 1918 foi nomeado vogal da Comissão de Cartografia de que veio a ser presidente em 1925.

Em 1922, com a colaboração de Sacadura Cabral, efectuou a primeira travessia aérea entre a Europa e a América do Sul, que lhe trouxe reconhecimento mundial. Criou, para o efeito, um sextante com horizonte artificial.

Em 1926 foi nomeado director honorário da Aeronáutica Naval Portuguesa. Em 1928 foi escolhido pelo Ministério da Guerra para presidir à comissão encarregada de reorganizar os serviços geográficos, cadastrais e cartográficos.

Em 1933 executou diversos projectos hidrográficos em Timor, regressando a Moçambique com o objectivo de efectuar trabalhos geográficos.

Como presidente da Comissão de Cartografia concorreu eficazmente para a criação da Missão Geográfica de Moçambique e para a solução definitiva da fronteira Luso-Belga na região do Dilolo.

Das suas inúmeras obras destaca-se "A Náutica dos Descobrimentos".

Fonte: Teixeira da Silva, Reis Arenga, Silva Ribeiro, Santos Serafim, Alburquerque e Silva e Melo e Sousa. “A Marinha na Investigação do Mar. 1800-1999”. Instituto Hidrográfico, Lisboa 2001.