Amarrações oceanográficas

FlutuadoresUma amarração oceanográfica consiste num conjunto de equipamentos oceanográficos (sensores) interligados fisicamente e colocados em medição dentro de água (no oceano, num rio ou num estuário), durante um determinado período de tempo.
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As amarrações oceanográficas são dotadas, fundamentalmente de: sensores; flutuadores, cabos de interligação, ligadores entre os componentes (manilhas e outros) e poita (sistema de fixação do conjunto ao fundo). Consoante as exigências de cada amarração, estas podem ainda ser dotadas de equipamentos auxiliares: sistemas automáticos de escape (releases), sistemas acústicos de localização (pingers), sistemas de aviso em caso de acidente (emissores argos), etc.

Para se construir uma amarração oceanográfica é necessário percorrer pelo menos duas etapas: a configuração da amarração e o cálculo a amarração.

A configuração da amarração consiste na definição dos diferentes sensores que nela vão ser integrados, os níveis a que se pretende efectuar as medições e a impulsão média em cada ponto.

O cálculo da amarração tem por base os equipamentos e as profundidades a que vão operar. É então necessário definir e calcular: o comprimento dos diferentes conjuntos a intercalar na amarração; o comprimento dos cabos de interligação (tipo e bitola); a flutuabilidade necessária para manter os equipamentos nos níveis pretendidos, respeitando a impulsão média, garantindo a verticalidade e a sua emersão total ou parcial; a impulsão e as tensões finais em cada ponto da amarração; e o peso da poita que vai manter a amarração no local de fundeamento, sua constituição e peso sobrante.

Existem, genericamente dois tipos de amarrações: poitadas e suspensas.


Amarrações Poitadas

As poitadas ficam presas ao fundo através de um peso (poita) e os equipamentos dispostos ao longo de uma linha vertical, que vem desde o fundo até ao componente mais à superfície.

   

 Poitada em I

 Poitada em U

LanderEstas amarrações admitem várias variantes, entre as quais, as amarrações fixas ou “Lander’s”.

A amarração fixa é utilizada quando se pretende fazer observações junto ao fundo e consiste em colocar o equipamento numa estrutura rígida, que assenta no fundo. São três os casos típicos onde o recurso a este tipo de “amarração” é inevitável: a colocação de um equipamento em zona de profundidade muito reduzida, inferior a 10m; a montagem de vários equipamentos muito perto do fundo e a montagem de equipamentos assentes no fundo.


Amarrações Suspensas

Este tipo de amarrações é normalmente suspenso de um ponto da superfície em direcção ao fundo. Podem ser suspensas de uma plataforma fixa - um cais, por exemplo; ou de plataforma flutuante - uma bóia ou uma embarcação.

   

 Suspensa de plataforma fixa

Suspensa de plataforma flutuante